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terça-feira, 30 de junho de 2015

Gás hélio em falha geológica causa alerta de terremoto destruidor em LA

      Gás hélio em falha geológica causa alerta de terremoto destruidor em LA


  •               Cena do filme "Terremoto - A Falha de San Andreas" (2015), do diretor Brad Peyton

A cena de um grande terremoto destruindo pontos turísticos dos Estados Unidos, como mostrou o filme "Terremoto - A Falha de San Andreas", do diretor Brad Peyton, pode não ser mais só algo restrito às telonas.
Um relatório do serviço geológico dos EUA alertou que o risco de "um grande terremoto" atingir o Estado da Califórnia aumentou dramaticamente, após cientistas descobrirem um vazamento de gás hélio na falha de Newport-Inglewood, perto de Los Angeles, a 64 quilômetros da falha de San Andreas.
Segundo cientistas, o achado também lança uma nova luz sobre a região da Bacia de Los Angeles. Ele revela que a falha é muito mais profunda do que se pensava, e um terremoto seria muito mais devastador.
A estimativa para a probabilidade de que a Califórnia seja atingida por um terremoto de magnitude oito ou mais na escala Richter nos próximos 30 anos aumentou cerca de 4,7% a 7%.
O estudo foi publicado no jornal eletrônico da União Geofísica Norte-Americana e da Sociedade Geoquímica.
O geólogo da Universidade de Santa Bárbara Jim Boles encontrou evidências de vazamento de hélio na superfície da Terra ao longo de um trecho de quase 50 quilômetros.
Considerado primitivo, o gás hélio é um vestígio do Big Bang, e sua única fonte terrestre é a superfície.
De acordo com o geólogo, a falha Newport-Inglewood parece estar localizada em uma zona de subducção, em que uma placa tectônica afunda sob outra, de 30 milhões de anos de idade, por isso é surpreendente a presença do gás ao longo da superfície terrestre.
"Os resultados são inesperados para a área, porque a bacia de Los Angeles é diferente das superfícies onde ocorre a maioria dos vazamentos de hélio", disse Boles em entrevista ao site de notícias britânico Daily Mail.
"Tivemos sorte de que a atividade sísmica na Califórnia tenha sido relativamente baixa ao longo do século passado", disse Tom Jordan, diretor da Southern California Earthquake Center e co-autor do estudo.
"Mas sabemos que as forças tectônicas estão apertando continuamente o sistema da falha de San Andreas, fazendo com que grandes terremotos sejam inevitáveis", completa.

Dicas para preservar o Meio Ambiente




"Pequenas atitudes, grandes feitos"





Precisamos mudar os nossos hábitos e preservar o meio ambiente para evitar que gerações futuras enfrentem grandes dificuldades. Problemas como a falta d’água já são reflexo do mau uso dos recursos naturais. Veja o que você pode fazer para preservar o meio ambiente! Colabore!


1- Todos os dias tiramos um pouco da energia da natureza e nada melhor do que plantar uma árvore para devolver o que usamos.
2- Se tiver um jardim em casa, trate-o bem, mas sem desperdiçar água. Não esqueça que as plantas devem receber água nos momentos mais frescos do dia e use sempre fertilizantes naturais.
3- Comprar artigos de segunda mão ou reutilizar o que estaria indo para o lixo é uma outra forma de não desperdiçar os recursos naturais.
4- Não jogue nada fora sem tentar antes doar para alguém que possa dar uma nova vida aquele objeto. Menos lixo, melhor para o meio ambiente.
5- Procure fazer compras no comércio local e de preferência em lugares que busquem preservar o meio ambiente durante a cadeia de produção.
6- Use lâmpadas ecológicas no lugar das lâmpadas tradicionais.
7- Quando sair de um cômodo e não estiver para voltar dentro dos próximos 10 minutos, apague a luz e desligue tudo o que estiver consumindo energia elétrica.
8- Descarte o lixo nos lugares adequados, como por exemplo, aparelhos de celular ou pilhas e tudo o mais. Tudo o que é possível reciclar contribui para preservação do meio ambiente.
9- Prefira as pilhas recarregáveis para evitar de ter que jogá-las fora.
10- Faça reciclagem com todos as embalagens de vidro, o que seria suficiente para diminuir a poluição da água em 50% e do ar em 20%.
11- Faça reciclagem também com as latinhas de alumínio. Para fazer uma latinha nova se gasta a mesma energia que para reciclar 20 latas de alumínio.
12- Troque os sacos plásticos por aqueles de tecidos reutilizáveis ou vá às compras levando um carrinho de feira.
13- Reutilize embalagens de produtos que chegam pelo correio e também jornais.
14- Pense duas vezes antes de imprimir algum papel e sempre procure usar os dois lados da folha.
15- Troque todos os documentos de papel pela versão online, como contas para pagar ou catálogo telefônico. Pague as contas através da sua conta pela internet.
16- Se vai presentear alguém, inove, usando páginas de revistas velhas, ao invés, de comprar um papel de presente novo.
17- No final do dia, desligue o computador, você estará economizando energia elétrica.
18- Troque os copos plásticos do escritório por uma caneca personalizada, evitando gerar mais lixo que demora anos para se decompor.
19- Se o trajeto que você precisa percorrer é curto, vá caminhando, de bicicleta ou prefira os meios de transporte público, evite o carro.
20- Compre suas músicas pela internet, evite a compra de CDs com suas embalagens.
21- A cada refeição vegetariana que você fizer, pelo menos uma vez por semana, estará contribuindo reduzindo os custos energéticos e naturais que a cadeia de criação e distribuição da carne provocam.
22- Só pré-aqueça o forno caso seja muito necessário, como para fazer bolo, com os demais alimentos, coloque-os no momento de assar. Não fique abrindo o forno durante o cozimento toda a hora, isso representa desperdício de energia elétrica.
23- Use guardanapos de pano no lugar de guardanapos de papel.
24- Procure reutilizar todas as embalagens de produtos que você comprar, como potinhos de plásticos e garrafas. As de água, por exemplo, demoram centenas de anos para se decompor.
25- Não tem necessidade de passar as louças embaixo da água quente antes de levá-la para máquina de lavar louça. Se trata de um grande desperdício de água e tempo.
26- Se você usa aquecedor em casa durante o inverno, abaixe em pelo menos 1 grau o termostato, que significará uma economia de 10%.
27- Prefira a lavagem de roupa em água fria sempre que for possível e com o máximo de roupas que o aparelho puder lavar ao mesmo tempo.
28- Só use a máquina de secar roupas quando for muito necessário, caso o contrário, pendure as roupas para secar sob o sol e ao ar livre. Você estará poupando energia elétrica e preservando o tecido da roupa, uma vez que a secagem danifica os fios.
29- Poupe água de todas as formas, desde da lavagem da louça até ao banho. Escove dentes com torneira fechada, não lave calçada, apenas use a vassoura, passe pano molhado para não lavar.
30- O banho não precisa ser demorado e evite duchas muito grandes que desperdiçam ainda mais água.
31- Se possível, guarde a água da lavadora para fazer a limpeza da casa. Basta colocar a mangueira de saída voltada para um grande balde.
32- Prefira os cotonetes que são fabricados com cartão do que os que são feitos com plástico.
33- As fraldas de pano são a melhor maneira de reduzir gastos e ajudar o meio ambiente. Prefira o tipo biodegradável e reutilizável do que as fraldas descartáveis que demoram anos para se decompor. Imagina que um bebê pode gastar entre 5 mil a 8 mil fraldas, de quando começa a usar até parar, o que significa que deverão passar 400 anos para que o material se decomponha.
34- Quando for sair com o carro procure organizar suas tarefas para fazer tudo de uma única vez e economizando o máximo de tempo e combustível. Procure dar carona e pegar carona com o vizinho, deixando um carro a menos na cidade.
35- Mantenha a manutenção do seu carro em dia, pois quando ele está funcionando bem, provoca menos poluição para o meio ambiente e ainda pode poupar gastos com combustível.
36- Não lave o carro com uma mangueira, use um balde com um pano para limpar, quanto menos água você gastar, melhor, menos desperdício desse bem tão importante que está acabando.
37- Toda vez que for viajar faça escolha de bilhetes eletrônicos, que podem ser consultados na tela do celular e dispensam a impressão. Aliás, faça isso para tudo o que for possível.
"Não pense que suas atitudes não podem mudar o mundo, pelo contrário, de pequenos hábitos e passando para as outras pessoas, vamos fazendo com que a situação fique melhor ou pelo menos, que não piore tanto. Não desista!"

- É triste pensar que a natureza fala e o gênero humano não a ouve. (Victor Hugo)


segunda-feira, 12 de março de 2012

Precisa-se de colaboradores.

O Mamanguape News precisa de colaboradores, especialmente na area de ecologia para fazer materias de denuncias ambientais em Mamanguape e outras regiões favor entrar em contato atraves do meu e-mail:
joseb_roque@yahoo.com.br ou
jack-bauer-jsr@hotmail.com
Desde já agradeço a quem quiser colaborar.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Dossiê Rio Bandeira



O Rio Bandeira situado no município de Mamanguape sofre com o descaso das autoridades locais e da falta de interesse do seu povo, no começo deste mês fiz um mapeamento de nascentes no bairro do planalto até a foz do mesmo no rio Mamanguape.

O que pude perceber é que a agressão sofrida pelo rio Bandeira é alarmante, desde o bairro do Planalto até a sua saída das áreas mas habitadas o rio é usado como depósito de lixo, desde esgotos e lixos dos mas variados tipos até mesmo águas provenientes da lavagem de automoveis. A pergunta que fica no ar é "Será que ninguém ver o que esta acontecendo ou apenas não se importam?" em mais de 200 fotos tiradas nessa jornada que me propus ao lado de um amigo podemos constatar que apesar de toda agressão sofrida pelo rio ele ainda sobrevive, em varias partes podemos encontrar vida no rio desde a nascente, até mesmo nas áreas de grande poluição. Também pude descobrir que o rio teve seu curso desviado e represado ja perto do fim de seu curso na cerâmica levando ao desague no rio Mamanguape na região de Pindobal.

Para ver o resto desse post dê uma olha no meu album do Facebook la estão as fotos tiradas durante essa jornada e com comentarios que iram enrriquecer esse post muito mas. Agradeço a todos que verem esse post e puderem ajudar a combater a agreção ao rio Bandeira.


Continuação da Materia sobre Ocupação do solo mamanguapense.

A área de pesquisa está localizada na Depressão Sub-Litorânea do Estado da Paraíba, na Mesorregião do Litoral Norte, na Unidade Geoambiental dos Tabuleiros Costeiros. Esta unidade acompanha o litoral de todo o nordeste, apresentando altitude média de 50 a 100 metros. Compreeende platôs de origem sedimentar, que apresentam grau de entalhamento variável, ora com vales estreiotos e encostas abruptas, ora abertos com encostas suaves e fundos com apças várzeas. De modo geral, os solos são profundos e de baixa fertilidade natural. Mamanguape está a 50 quilômetros da Capital João Pessoa (em linha reta 42 km). A área urbana está a 6° 35' 05" ao sul da Linha do Equador e a 35° 23' 50" oeste do Meridiano de Greenwich. Alem desta localização pelas coordenadas geográficas, pode-se citar a localização relativa, representadas pelos seguintes limites: á Norte limita-se com Nova Cruz - RN, à Leste com Jacaraú - PB; Sudeste com Lagoa de Dentro - PB; a Sul com Belém - PB e Serra da Raiz - PB; Oeste com Campo de Santana - PB e Nordeste com Logradouro - PB.
O município foi criado em 1839, sua data de Fundação é 25 de outubro de 1855. Seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,581, segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano-PNUD.
Clima
O clima de Mamanguape está relacionando com a localização geográfica, ou seja, quanto mais próximo do litoral do estado, é mais úmido, quanto mais se distancia dele mais árido ele fica. Isto se deve pelo fato do planalto da Borborema interceptar as massas de ar úmidas que vem do oceano Atlântico. O clima é do tipo Tropical Chuvoso com verão seco. O período chuvoso começa no outono tendo inicio em fevereiro e término em outubro. A precipitação média é de 1,634,2 mm.
Nesse caso, como a área de pesquisa está situada no Agreste, entre a Zona da Mata e a Escarpa Oriental do Planalto, caracteriza-se por apresentar chuvas de outono e inverno e um período de estiagem de seis a sete meses. De acordo com Melo & Rodrigues (2003) e os dados da EMATER, o regime pluviométrico está na dependência da Massa Equatorial Atlântica, o índice é de 800 mm ao ano (característica de clima semi-úmido). A época chuvosa inicia-se no mês de Fevereiro ou Março, prolongando-se até Julho ou Agosto e se estende até Fevereiro. A temperatura media anual gira em torno dos 27° C. Amplitude térmica anual é muito pequena decorrente da baixa latitude, oscilando entre 5° a 6°C.
Vegetação
Segundo Costa (1990), Mamanguape foi coberta por uma vegetação densa com madeiras nobres, em grande quantidade e da melhor qualidade. Encontrava-se desde o excelente pau- brasil, aroeira, sucupira, baraúna cedro, etc.
Localização

O processo histórico de ocupação do espaço e conseqüente necessidade de uso do solo resultaram na vegetação da caatinga com espécies xerófilas e algumas da mata úmida. Atualmente a formação vegetal resume-se em uma cobertura de capoeira, constituída por
gramíneas rasteiras, por uma porção arbustiva e espinhenta e outra formada por plantas maiores.
Entre as espécies, as mais marcantes são o mandacaru, xiquexique, macambira, barriguda, mulungu, imburana, juazeiro (espécie arbórea testemunho da vegetação primitiva da região) e catingueira.
Solos
Os solos dessa unidade Geoambiental são representados pelos Latossolos e Podzólicos Plínticos e Podzás nas pequenas depressões nos tabuleiros; pelos Podzólicos Concrecionários em áreas dissecadas e encostas e Gleissolos e Solos Aluviais nas áreas de várzeas.
Hidrografia
O sistema hidrográfico da área apresenta característica predominante de cursos regulares.
Dois principais rios da Paraíba entrecortam o município, o Curimataú e o Camaratuba, (Costa, 1990).
Os principais tributários são: os rios Mamanguape, da Volta da Pitanga, Tiriri, do Barro Branco, do Forno e Seco, além de riachos: Boa Vista, Valentim, da Palmeira, do Calumbi, Cajazeiras, Água Fria, Água Vermelha, do Cambado, Caiana, laranjeiras, junco, Mendonça, pitombeira, Santa Cruz, Sertãozinho, da Pedra, e Cascata. Os principais corpos de acumulação são o açude Catolé, lagoa Salgada e Carapucema.
Todos os cursos d^água têm regime de fluxo perene e padrão de drenagem é do tipo dentríticos.
Outros pequenos cursos fluviais são destaques como o riacho Pedro, o Meio o Dantas, o Massaranduba, o Luis, o Imburana, ambos afluentes do Curimataú, e o Picada, o Pitombas, o Pirari e o Canafístula deságuam no Camaratuba.
Práticas agrícolas na área O município de Mamanguape sempre teve forte vocação para agricultura. Já foi um dos maiores produtores de abacaxi e cana-de- açúcar da Paraíba nos idos dos anos 60 no
período do "MILAGRE BRASILEIRO". Muitos outros produtores se destacaram no decorrer da historia. Hoje a produção já não é tão expressiva, devido ao êxodo rural. Processo que vem se repetindo anualmente. Entres os principais motivos está o empobrecimento gradativo do solo causado por praticas inadequadas dos próprios camponeses.
É comum ver encostas cobertas por plantações. Áreas planas reservadas exclusivamente á pecuária. Intensas manadas ocupando uma gleba pequena. Fileiras de plantas no sentido morro abaixo obedecendo à maior declividade do terreno. A freqüente remoção de ervas daninha. Máquinas operando sem nenhum cuidado com a perda de solo. Eliminação da vegetação usando o fogo. É natural também utilizar a lenha e o carvão como fonte de energia nas pequenas indústrias e nas residências.
Modalidades de degração do solo no municipio
Desmatamento - A utilização da lenha como fonte de energia ainda é marcante no município, seja diretamente na queima dos fornos das casas de farinhas, padarias e nas residências seja após a fabricação do carvão. No período de estiagem o desmatamento aumenta, pois é nesse período que se inicia a derrubada da vegetação para o plantio.
A vegetação exerce um papel fundamental na regulação das nascentes e no controle da erosão. Quando ela é eliminada o solo fica exposto ao sol. A intensa insolação aumenta a temperatura superficial do solo, matando grande parte dos microrganismos úteis, alem de provocar a dissecação do mesmo sem a proteção vegetal, as gotas das chuvas atingem diretamente o solo desagregando-o e compactando-o. Nesse caso, a perda por erosão, tanto por ravinamento e voçoroca, é intensificada.
Queimadas - Como avia de regra, toda área depois da retirada da vegetação é queimada. A ação do fogo além de empobrece a cobertura vegetal da área, queima a camada superficial composta de organismos mortos que deveria gerar futuro húmus, e também mata grande parte da microfauna e microflora presente.
A prática da limpeza do terreno em espaço desfavorável deixa o solo vulnerável aos agentes intempéricos (erosão eólica e ao escoamento das águas). Práticas essa utlizadas pelas Usinas de Álcool e Açúcar instaladas no município e nos arredores do mesmo, como por exemplo: Usina Miriri, Monte Alegre, Japungú, Agicam, etc.
Preparo do solo para o plantio - As práticas antigas de preparar a terra ainda são bastante utilizadas. Não é exagerado afirmar que as formas como são preparadas as terras tem objetivos de escoar a água e não de conservá-lo. Isto é claramente comprovado, quando se observa as encostas plantadas morro abaixo seguindo a linha de maior declividade e/ou lerões "cavados" acompanhando o declive do terreno. Desse modo, o movimento lateral da água, favorece a lavagem do solo, a formação de sulcos e ravinas.
Estes processos são facilitados com as técnicas utilizadas para a preparação do solo. Primeiro, passe-se o arado em todas as direções, valorizando sempre o sentido morro abaixo. Nas laterais por onde passa esse instrumento mecânico formam-se sulcos estreitos, rasos e longos, onde as águas escoam carregando o solo solto, chegando a formar, em alguns casos, voçorocas de vários metros. Depois, com instrumentos de tração animal, prepara-se a área para semear, utilizando o método tradicional.
Excesso de Pastoreio - Geralmente depois da colheita dá-se, primeiramente, o descanso da terra com a brotação de animais. Quando os animais são muitos numerosos, provocam um acentuado desnudamento do solo, retirando mais do que a brotação. É um problema observado também nas áreas reservadas para pastagem. Isto é grave porque a vegetação só vai ser constituída período das chuvas, ficando expostos aos intensos raios solares.
Processo erosivo
A perda de matérias do solo, ocasionada, principalmente, pela água e pelo vento, pode começar logo depois dos primeiros centímetros da sua formação. A ação conjunta desses fenômenos constitui o que é chamado de erosão.
Bertoni e Lombardi Neto (1999) conceituam erosão como o processo de desprendimento e arraste acelerado das partículas do solo causado pela água e pelo vento. De acordo com a intensidade de atuação dos agentes erosivos, a erosão pode ser geológica (natural) ou acelerada (condicionada pelas ações antrópicas na natureza) (Dorst, 1974).
A erosão é influenciada por vários fatores, tais como: as características das chuvas, a velocidade de infiltração, a declividade e o comprimento do declive do terreno, a resistência que exerce o solo à ação erosiva e a cobertura vegetal.
Diante do exposto aqui, as conclusões preliminares são que os solos do município de Mamanguape encontram-se bastante erodidos, decorrente do seu manejo inadequado. Nesse sentido, há um esforço crescente para aumentar as produções, que vem decaindo nas ultimas décadas. Isso se reflete num solo cada vez mais empobrecido e numa vegetação rasteira de capoeira que já não dá sustentabilidade ao mesmo. Segundo Oliveira et al. (1990 apud Silva et al.,1999) Os sistemas de preparo que reduzem o número de operações com implementos de discos provocam menor pulverização do solo superficialmente, reduzem a formação de camadas compactadas e aumentam a capacidade de infiltração e a quantidade de água armazenada no solo. Com o enfraquecimento de cobertura vegetal, a camada de húmus torna-se menos espessa e, muitas vezes, são transportadas com facilidade pela água. Este é um problema que não estão ao alcance dos olhos pequenos agricultores e constitui um dos principais motivos das fracas produções. Para atingir tal mudança, há pelo menos três condições necessárias e inseparáveis: (a) reabilitação do solo na cultura popular com base na educação convencional e popular; (b) legislação a partir da consideração de que o solo é um recurso natural essencial para a vida, de renovação muito lenta, cuja necessidade de preservação é inquestionável; (c) inclusão do solo ao patrimônio natural e cultural da humanidade, cuja preservação exige a solidariedade humana (Muggler et al., 2006).

Materia sobre Ocupação do solo mamanguapense.

Esta matéria foi tirada da :

REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA

Volume 10 - Número 2 - 2° Semestre 2010

O homem provocou enorme mudança na paisagem natural. Desbravou territórios cobertos por vegetação nativa para ocupar principalmente com o plantio de culturas agrícolas sem com isso assegurar a produtividade e equilíbrio dessas áreas. Sendo o solo o recurso natural que constitui a base para a produção de alimentos, é extremamente fundamental a conscientização do uso da terra e manejo adequado do solo. O objetivo deste trabalho é caracterizar o espaço geográfico do município de Mamanguape, tendo como propósito compreender os danos mais evidentes causados na área em questão pelos pequenos agricultores, e estudar as formas de uso do solo e as causas da sua degradação, como também apresentar algumas sugestões mais eficientes e econômicas de manejo adequado do solo que venham amenizar os efeitos da degradação. O estudo pauta-se em análise bibliográfica, visita in loco, e em informação fornecida pelo IBGE, - Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Mamanguape e no trabalho de campo através de discursos. Buscou-se analisar o processo histórico de formação do espaço, considerando as transformações resultantes do uso do solo. O local da pesquisa localiza-se na Depressão Sub-litorânea situada na Microrregião de Mamanguape, a 50 km de João Pessoa-PB. Hoje a produção agrícola já não é tão expressiva, devido principalmente pelo empobrecimento gradativo do solo causado por praticas inadequadas dos próprios camponeses, como encostas cobertas por plantações, áreas planas reservadas exclusivamente á pecuária, fileiras de plantas no sentido morro abaixo, remoção de ervas daninhas e máquinas operando sem nenhum cuidado com a perda de solo. Vários sistemas de manejos têm sido estudados no mundo visando à manutenção da fertilidade do solo, ao controle de erosão e à redução do custo das operações para melhorar a produtividade, estabilizando a agricultura e amenizando as agressões ao meio ambiente. Esses sistemas podem ser adotados pelos lavradores de Mamanguape.

As evidências pré-históricas existentes no município de Mamanguape são provas de que a área foi ocupada por povos muito antigos. Isso nos força concluir que os solos da região começaram, a ser utilizados para o cultivo há séculos. Levados pela produção cultural das comunidades, de seu imaginário e de sua percepção, os lavradores desenvolveram técnicas inadequadas de uso da terra, que provocaram o depauperamento do solo ao longo da história. Para Muggler et al. (2006) as pessoas têm uma atitude de pouca consciência e sensibilidade em relação ao solo, o que contribui para a sua degradação, seja pelo seu mau uso, seja pela sua ocupação desordenada.

Até que ponto o conhecimento empírico construído no meio de uma comunidade tradicional, como a de agricultores de Mamanguape, conserva o solo e assegura a produção em quantidade suficiente para atender a demanda? Por que sé insistente em cultivar terras que já não apresentam mais aptidão agrícola? É possível não degradar o solo sem valorizar as curvas de nível ou sem respeitar o tempo de descanso da terra?
Como fazer boas colheitas se não se conhecem a sensibilidade dos recursos naturais no equilíbrio da natureza? Como recuperar as esperança de alguns agricultores, que já não acreditam mais numa reversão?
Como transformar a visão predatória em ecológica, onde a falha de informação ainda prevalecer?
Pretende-se com este trabalho identificar os impactos da degradação do solo e apontar técnicas conservacionistas simples e econômicas. Dessa forma, procura-se contribuir no restabelecimento do equilíbrio homem- agricultura-meio ambiente em detrimento dos manejos impróprios utilizados pelas comunidades tradicionais do município.
O solo constitui a fina camada superfície da crosta terrestre, formando a zona de contato entre a atmosfera e a litosfera. É o principal recurso da natureza para a produção agrícola, sendo o elemento mais importante para as comunidades biológicas. Portanto, como é um componente extremamente fundamental à sobrevivência dos seres vivos, principalmente do homem, a terra não recebe, geralmente, o tratamento merecido. O solo constitui o substrato para qualquer atividade agrossilvipastoril e, dependendo do manejo ao qual é submetido, é passível de degradação ou melhoramento em sua capacidade produtiva (Silva et al.,1999). As grandes empresas dispõem de recursos técnicos para amenizar o alto grau de destruição do mesmo, embola nem sempre os usem de forma adequada, mas isso não acontece com os pequenos agricultores, sobretudo do Nordeste brasileiro, como também, com os lavradores do município de Mamanguape.
A população ribeirinha Mamanguapense é constituída predominantemente por pessoas carentes. Este problema aumenta quando se trata do uso da terra e manejo adequado solo. Portanto, tendo em vista que a degradação do solo causando pelos pequenos produtores rurais é mais uma parcela no processo de destruição do meio ambiente, e que o depauperamento pedológico proporciona a expulsão do camponês, pretende-se com este trabalho apontar as modalidades do mau uso do solo e mostrar soluções que venham amenizar os efeitos da degradação, sobretudo para que as gerações futuras possam utilizar a terra obedecendo a ás leis da natureza, garantido a fertilidade do solo.