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sexta-feira, 17 de julho de 2015
terça-feira, 30 de junho de 2015
Ibn Tufayl o filósofo islâmico
Segundo Ibn Tufayl, o filósofo pode compreender o homem religioso, mas o inverso não se realiza, o homem religioso não é capaz de entender o filósofo.
Ibn Tufail (Guadix, Espanha, ca. década 1100 — Marraquexe, Marrocos, ca. 1185) (nome completo: Abu Bakr Muhammad ibn Abd al-Malik ibn Tufail al-Qaisi; árabe: أبو بكر محمد بن عبد الملك بن محمد بن طفيل القيسي الأندلسي; formas latinizadas: Abubácer e Abentofail) foi um médico, matemático, astrônomo, filósofo e poeta muçulmano do Al-Andalus.
Nasceu em Guadix, Andaluzia, Espanha. Pouco se sabe sobre sua juventude, mas é provável que tenha estudado em Sevilha e em Córdoba, dois grandes centros de ensino, dedicando-se às ciências e as letras. Participou da vida cultural, política e religiosa na corte de Granada, onde foi médico e, depois, secretário e vizir. Realizou muitas viagens diplomáticas. Tornou-se secretário do governador de Ceuta e Tânger, Sid Abu Said. Transferiu-se, mais tarde, para Marraquexe, onde exerceu o cargo de médico do sultão Abu Yakub Yusuf. Atraiu outros sábios para a corte de Marraquexe, entre eles Averróis, do qual tornou-se protetor. Incentivou Averróis a escrever seus comentários sobre Aristóteles e deixou-lhe, posteriormente, as atribuições de médico da corte.
Foi um neoplatônico. Dos muitos escritos deste sábio, restou somente o romance filosófico Hayy ibn Yaqzan(Vivente, filho do Vigilante), traduzido e publicado em latim por Edward Pococke em 1671, em Oxford, com o título de Philosophus autodidacticus (O filósofo autodidata).
Fontes:
Wikipédia
Revista Filosofia N°18
quarta-feira, 24 de junho de 2015
24-06-1935, morria o cantor de tango Carlos Gardel
No dia 24 de junho de 1935 morria o cantor de tango Carlos Gardel, em um acidente aéreo no aeroporto de Medellín, na Colômbia. A tragédia aconteceu quando o avião F-31 da companhia aérea SACO tenta decolar e bateu com uma de suas asas em um outro avião estacionado na pista. Por conta do choque, teve início um incêndio que matou 15 pessoas em ambos os aviões. Além de Gardel, também morreram os músicos Alfredo Le Pera, Guillermo Barbieri e Angel Riverol. A descoberta de uma bala no corpo de Gardel desencadeou teorias em torno de sua morte como tiroteios e assassinatos para explicar o desaparecimento do ídolo. Contudo, o projétil estava no corpo de Gardel havia muito tempo, quando ele foi baleado após uma briga em uma rua de Buenos Aires.
Carlos Gardel (Tacuarembó ou Toulouse, 11 de dezembro de 1890 — Medellín, 24 de junho de 1935) foi o mais famoso dos cantores de tango argentino, país ao qual chegou aos dois anos de idade.
Seu lugar de nascimento constitui uma questão controversa1 . Alguns sustentam que Gardel teria nascido no interior do Uruguai no departamento de Tacuarembó baseando-se em alguns documentos e matériasjornalísticas de época. seria filho do líder político local Carlos Escayola e de Maria Lelia Oliva, que tinha 13 anos. Outros dizem que Gardel teria nascido na cidade francesa de Toulouse como Charles Romuald Gardès, filho de pai ignorado e de Berthe Gardès (1865-1943). Gardel era esquivo sobre o tema e quando indagado dizia: "Nasci em Buenos Aires aos dois anos e meio de idade".
Cantor e ator celebrado em toda a América Latina pela divulgação do tango. Inicia-se como cantor ainda jovem com o nome artístico de El Morocho, apresentando-se em cafés dos subúrbios da capital argentina. Sua primeira interpretação formal se dá no Teatro Nacional da Avenida Corrientes, no qual também se apresenta Don José Razzano, com quem forma uma parceria por vários anos. Pela sensualidade de sua voz, que se presta muito bem à interpretação da milonga – gênero precursor do tango – torna-se conhecido a partir de "Mi noche triste" 1917.
Foi uma das primordiais influências de Amália Rodrigues.
Fontes:
seuhistory.com
Wikipédia
Imagem: José María Silva [Domínio público]
terça-feira, 28 de outubro de 2014
310 anos da morte de John Locke, um dos mais importantes filósofos do empirismo
John Locke foi um importante filósofo inglês. É considerado um dos líderes da doutrina filosófica conhecida como empirismo e um dos ideólogos do liberalismo e do iluminismo. Nasceu em 29 de agosto de 1632 na cidade inglesa de Wrington.
Biografia de John Locke
Locke teve uma vida voltada para o pensamento político e desenvolvimento intelectual. Estudou Filosofia, Medicina e Ciências Naturais na Universidade de Oxford, uma das mais conceituadas instituições de ensino superior da Inglaterra. Foi também professor desta Universidade, onde lecionou grego, filosofia e retórica.
No ano de 1683, após a Revolução Gloriosa na Inglaterra, foi morar na Holanda, retornando para a Inglaterra somente em 1688, após o restabelecimento do protestantismo. Com a subida ao poder do rei William III de Orange, Locke foi nomeado ministro do Comércio, em 1696.Ficou neste cargo até 1700, onde precisou sair por motivo de doença.
Locke faleceu em 28 de outubro de 1704, no condado de Essex (Inglaterra). Nunca se casou ou teve filhos.
Empirismo filosófico de Locke
Para John Locke a busca do conhecimento deveria ocorrer através de experiências e não por deduções ou especulações. Desta forma, as experiências científicas devem ser baseadas na observação do mundo. O empirismo filosófico descarta também as explicações baseadas na fé.
Locke também afirmava que a mente de uma pessoa ao nascer era uma tábula rasa, ou seja, uma espécie de folha em branco. As experiências que esta pessoa passa pela vida é que vão formando seus conhecimentos e personalidade. Defendia também que todos os seres humanos nascem bons, iguais e independentes. Desta forma é a sociedade a responsável pela formação do indivíduo.
Visão Política de Locke
Locke criticou a teoria do direito divino dos reis, formulada pelo teólogo e bispo francês Jacques Bossuet. Para Locke, a soberania não reside no Estado, mas sim na população. Embora admitisse a supremacia do Estado, Locke dizia que este deve respeitar as leis natural e civil.
Locke também defendeu a separação da Igreja do Estado e a liberdade religiosa, recebendo por estas idéias forte oposição da Igreja Católica.
Para Locke, o poder deveria ser dividido em três: Executivo, Legislativo e Judiciário. De acordo com sua visão, o Poder Legislativo, por representar o povo, era o mais importante.
Embora defendesse que todos os homens fossem iguais, foi um defensor da escravidão. Não relacionava a escravidão à raça, mas sim aos vencidos na guerra. De acordo com Locke, os inimigos e capturados na guerra poderiam ser mortos, mas como suas vidas são mantidas, devem trocar a liberdade pela escravidão.
Principais obras de John Locke
- Cartas sobre a tolerância (1689)
- Dois Tratados sobre o governo (1689)
- Ensaio a cerca do entendimento humano (1690)
- Pensamentos sobre a educação (1693)
No ano de 1683, após a Revolução Gloriosa na Inglaterra, foi morar na Holanda, retornando para a Inglaterra somente em 1688, após o restabelecimento do protestantismo. Com a subida ao poder do rei William III de Orange, Locke foi nomeado ministro do Comércio, em 1696.Ficou neste cargo até 1700, onde precisou sair por motivo de doença.
Locke faleceu em 28 de outubro de 1704, no condado de Essex (Inglaterra). Nunca se casou ou teve filhos.
Empirismo filosófico de Locke
Para John Locke a busca do conhecimento deveria ocorrer através de experiências e não por deduções ou especulações. Desta forma, as experiências científicas devem ser baseadas na observação do mundo. O empirismo filosófico descarta também as explicações baseadas na fé.
Locke também afirmava que a mente de uma pessoa ao nascer era uma tábula rasa, ou seja, uma espécie de folha em branco. As experiências que esta pessoa passa pela vida é que vão formando seus conhecimentos e personalidade. Defendia também que todos os seres humanos nascem bons, iguais e independentes. Desta forma é a sociedade a responsável pela formação do indivíduo.
Visão Política de Locke
Locke criticou a teoria do direito divino dos reis, formulada pelo teólogo e bispo francês Jacques Bossuet. Para Locke, a soberania não reside no Estado, mas sim na população. Embora admitisse a supremacia do Estado, Locke dizia que este deve respeitar as leis natural e civil.
Locke também defendeu a separação da Igreja do Estado e a liberdade religiosa, recebendo por estas idéias forte oposição da Igreja Católica.
Para Locke, o poder deveria ser dividido em três: Executivo, Legislativo e Judiciário. De acordo com sua visão, o Poder Legislativo, por representar o povo, era o mais importante.
Embora defendesse que todos os homens fossem iguais, foi um defensor da escravidão. Não relacionava a escravidão à raça, mas sim aos vencidos na guerra. De acordo com Locke, os inimigos e capturados na guerra poderiam ser mortos, mas como suas vidas são mantidas, devem trocar a liberdade pela escravidão.
Principais obras de John Locke
- Cartas sobre a tolerância (1689)
- Dois Tratados sobre o governo (1689)
- Ensaio a cerca do entendimento humano (1690)
- Pensamentos sobre a educação (1693)
Frases de John Locke
- "Não se revolta um povo inteiro a não ser que a opressão seja geral."
- "A leitura fornece conhecimento à mente. O pensamento incorpora o que lemos".
- "As ações dos seres humanos são as melhores intérpretes de seus pensamentos".
- "A leitura fornece conhecimento à mente. O pensamento incorpora o que lemos".
- "As ações dos seres humanos são as melhores intérpretes de seus pensamentos".
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Hoje faz 122 anos do nascimento de Graciliano Ramos
Aqui está mais uma lenda da nossa literatura e história, outro ícone que não deve ser esquecido no marasmo da ignorância que cerca o Brasil em sua atualidade. Cultura é leitura, não deixemos isso morrer.
Biografia
Biografia
Graciliano Ramos (1892-1953) foi um escritor brasileiro. O romance "Vidas Secas" foi sua obra de maior destaque. É considerado o melhor ficcionista do modernismo e o prosador mais importante da segunda fase do Modernismo. Suas obras embora tratem de problemas sociais do Nordeste brasileiro, apresentam uma visão crítica das relações humanas, que as tornam de interesse universal. Seus livros foram traduzidos para vários países. Seus trabalhos "Vidas Secas", "São Bernardo" e "Memórias do Cárcere", foram levados para o cinema. Recebeu o Prêmio da Fundação William Faulkner, dos Estados Unidos, pela obra "Vidas Secas".
Graciliano Ramos (1892-1953) nasceu na cidade de Quebrângulo, Alagoas, no dia 27 de outubro de 1892. Era o primogênito de quinze filhos, de uma família de classe média do sertão nordestino. Passou parte de sua infância na cidade de Buíque, em Pernambuco, e parte em Viçosa, Alagoas. Fez seus estudos secundários em Maceió. Não cursou nenhuma faculdade.
Em 1910 foi com a família morar em Palmeira dos Índios, Alagoas, onde seu pai abriu um pequeno comércio. Em 1914 foi para o Rio de Janeiro trabalhar como revisor dos jornais Correio da Manhã e A Tarde. Voltou para a cidade de Palmeira dos Índios onde trabalhou com o pai, no comércio. Em 1927 foi eleito prefeito da cidade, assumindo o cargo em 1928. Mudou-se para Maceió, em 1930, onde assumiu a direção da Imprensa Oficial e da Instrução Pública do Estado.
Graciliano Ramos estreou na literatura em 1933 com o romance "Caetés". Nessa época mantinha contato com José Lins do Rego, Raquel de Queiroz e Jorge Amado. Em 1934 publicou o romance "São Bernardo" e em 1936 publicou "Angústia". Nesse mesmo ano, ainda no cargo de Diretor da Imprensa Oficial e da Instrução Pública do Estado, foi preso sob acusação de participar do movimento de esquerda. Após sofrer humilhações e percorrer vários presídios, foi libertado em janeiro de 1937. Essas experiências pessoais e dolorosas de sua vida, foram retratadas no livro "Memórias do Cárcere", publicado após sua morte. O romance "Vidas secas", escrito em 1938 é a sua obra mais importante.
Graciliano Ramos seguiu para o Rio de Janeiro, onde fixou residência e foi trabalhar como Inspetor Federal de Ensino. Em 1945 ingressou no partido comunista brasileiro. Em 1951 foi eleito presidente da Associação Brasileira de Escritores. Em 1952 viajou para os países socialistas do Leste Europeu, experiência descrita na obra "Viagem", publicada em 1954, após sua morte.
Graciliano Ramos morreu no Rio de Janeiro, no dia 20 de março de 1953.
Obras de Graciliano Ramos
Caetés, romance, 1933
São Bernardo, romance, 1934
Angústia, romance, 1936
Vidas Secas, romance, 1938
A Terra dos Meninos Pelados, literatura juvenil, 1942
História de Alexandre, literatura juvenil, 1944
Dois Dedos, literatura infantil, 1945
Infância, memórias, 1945
Histórias Incompletas, literatura infantil, 1946
Insônia, contos, 1947
Memórias do Cárcere, memórias, 1953
Viagem, memórias, 1954
Linhas Tortas, crônicas, 1962
Viventes das Alagoas, costumes do Nordeste, 1962
São Bernardo, romance, 1934
Angústia, romance, 1936
Vidas Secas, romance, 1938
A Terra dos Meninos Pelados, literatura juvenil, 1942
História de Alexandre, literatura juvenil, 1944
Dois Dedos, literatura infantil, 1945
Infância, memórias, 1945
Histórias Incompletas, literatura infantil, 1946
Insônia, contos, 1947
Memórias do Cárcere, memórias, 1953
Viagem, memórias, 1954
Linhas Tortas, crônicas, 1962
Viventes das Alagoas, costumes do Nordeste, 1962
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
60 anos da morte de Oswaldo de Andrade
Oswald de Andrade
Senhor
Que eu não fique nunca
Como esse velho inglês
Aí do lado
Que dorme numa cadeira
À espera de visitas que não vêm
(Primeiro caderno do aluno de poesia)
Em 11 de janeiro de 1890 nasce em São Paulo José Oswald de SousaAndrade, filho único de José Oswald Nogueira de Andrade e Inês Henriqueta Inglês de Sousa Andrade.
Inicia seus estudos, em 1900, na Escola Modelo Caetano de Campos, ainda marcado pelo fato de haver presenciado a mudança do século.
Em 1901, vai para o Ginásio Nossa Senhora do Carmo. Tem como colega Pedro Rodrigues de Almeida, o “João de Barros” do”Perfeito Cozinheiro das Almas desse mundo...”.
Em 1903, transfere-se para o Colégio São Bento. Lá tem como colega o futuro poeta modernista Guilherme de Almeida.
Em 1905, com o São Paulo em ebulição — surge o bonde elétrico, o rádio, a propaganda, o cinema — participa da roda literária de Indalécio Aguiar da qual faz parte o poeta Ricardo Gonçalves.
Em 1908, conclui os estudos no Colégio São Bento com o diploma de Bacharel em Humanidades.
De família abastada, Oswald, em 1909 inicia sua vida no jornalismo como redator e crítico teatral do “Diário Popular”, assinando a coluna "Teatro e Salões". Ingressa na Faculdade de Direito.
Em 1910, monta um atelier com o pintor Oswaldo Pinheiro, no Vale do Anhangabaú. Conhece o Rio de Janeiro, e fica hospedado na residência de seu tio, o escritor Inglês de Souza. Passa o primeiro Natal longe da família em Santos, numa hospedaria de carroceiros das docas.
No ano seguinte, com a ajuda financeira de sua mãe, funda “O Pirralho”, cujo primeiro número é lançado em 12 de agosto, tendo como colaboradores Amadeu Amaral, Voltolino, Alexandre Marcondes, Cornélio Pires e outros. Conhece o poeta Emílio de Meneses, de quem se torna amigo. Lança a campanha civilista em torno de Ruy Barbosa. Passa uma temporada em Baependi, Minas, nas terras da família de seu avô.
Em 1912, viaja à Europa. Visita vários países: Itália, Alemanha, Bélgica, Inglaterra, França, Espanha. Conhece durante a viagem a jovem dançarina Carmen Lydia, (Helena Carmen Hosbale) que Oswald batiza em Milão. Morre em São Paulo sua mãe, no dia 6 de setembro. Retorna ao Brasil, trazendo a estudante francesa Kamiá (Henriette Denise Boufflers). Reassume sua atividade de redator de “O Pirralho”, onde publica crônicas em português macarrônico com o pseudônimo de Annibale Scipione.
No ano seguinte, participa das reuniões da Vila Kirial e conhece o artista plástico Lasar Segall. Escreve “A recusa”, drama em três atos.
Nasce o seu filho, José Oswald Antônio de Andrade (Nonê), com Kamiá, em 1914. Torna-se Bacharel em Ciências e Letras pelo Colégio São. Bento, onde foi aluno do abade Sentroul. Cursa Filosofia no Mosteiro de São Bento.
Em 1915, participa do almoço em homenagem a Olavo Bilac, promovido pelos estudantes da Faculdade de Direito. Torna-se membro da Sociedade Brasileira dos Homens de Letras, fundada em São Paulo por Bilac. Chega ao Brasil a dançarina Carmen Lydia, com quem mantém um barulhento namoro. Faz viagens constantes de trem ao Rio a negócio ou para acompanhar Carmen Lydia.
No ano seguinte, publica em “A Cigarra” o primeiro capítulo — e, depois, lança, com Guilherme de Almeida, as peças teatrais “Theatre Brésilien — Mon Coeur Balance” e “Leur Âme”, pela Typographie Asbahr. Faz a leitura das peças em vários salões literários de São Paulo, na Sociedade Brasileira de Homens de Letras, no Rio de Janeiro e na redação “A Cigarra”. Publica trechos de “Memórias Sentimentais de João Miramar” na “A Cigarra” e na “A Vida Moderna”. Sofre de artritismo. A atriz Suzanne Després recita no Municipal trechos de “Leur Âme”. Passa a colaborar regularmente em “A Vida Moderna”, que publica em 24 de maio, cenas de “Leur Âme”. Volta a estudar Direito, cujo curso havia interrompido em 1912. Recebe o convite de Valente de Andrade para fazer parte do “Jornal do Comércio”, edição de São Paulo e em 1º de novembro começa seu trabalho como redator. Redator social de “O Jornal”. Passa temporada com a família em Lambari (MG). Veraneia em São Vicente (SP). Vai regularmente a Santos, em companhia de Carmen Lydia. Continua a viajar intermitentemente ao Rio. Naquela cidade freqüenta a roda literária de Emílio de Meneses, João do Rio, Alberto de Oliveira, Eloi Pontes, Olegário Mariano, Luis Edmundo, Olavo Bilac, Oscar Lopes e outros. Passa temporada em Aparecida do Norte. Está escrevendo o drama “O Filho do Sonho”.
Em 1917, conhece Mário de Andrade. Defende a pintora Anita Malfatti das críticas violentas feitas por Monteiro Lobato ("A exposição de Anita Malfatti", no “Jornal do Comércio”, São Paulo, 11/01/1918). Participa do primeiro grupo modernista com Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, Ribeiro Couto e Di Cavalcanti. De 1917 a 1922 escreve regularmente no “Jornal do Comércio”.
Trabalha em “A Gazeta”, em 1918. Começa a compor “O perfeito cozinheiro das almas desse mundo...”, diário coletivo escrito em colaboração com Maria de Lourdes Castro Dolzani de Andrade (Miss Cyclone), Guilherme de Almeida, Monteiro Lobato, Leo Vaz, Pedro Rodrigues de Almeida, Inácio Pereira da Costa, Edmundo Amaral e outros. Fecha a revista “O Pirralho”.
Em 1919 é o orador do “Centro Acadêmico XI de Agosto” da Faculdade de Direito. Pronuncia a palestra "Árvore da Liberdade". Bacharel em Direito, é escolhido orador da turma. Morre seu pai, em fevereiro. Casa-se, “in extremis”, com Maria de Lourdes Castro Dolzani de Andrade (Miss Cyclone). Publica no jornal dos estudantes da Faculdade de Direito, “XI de Agosto”, três capítulos de “Memórias Sentimentais de João Miramar”.
No ano seguinte edita “Papel e Tinta”, assinando com Menotti del Picchia o editorial e escrevendo regularmente para o periódico. Descobre o escultor Brecheret. Escreve em “A Raposa” artigo elogiando Brecheret com texto ilustrado com fotos de trabalhos do artista.
1921 – Em julho, publica artigo sobre o poeta Alphonsus de Guimarães, ressaltando a forma de expressão, no seu entender, precursora da linguagem modernista. (“Jornal do Comércio” (SP), 07/1921). Faz a saudação a Menotti del Picchia no banquete oferecido para políticos e poetas no Trianon. Revela Mário de Andrade poeta, em polêmico artigo "O meu poeta futurista". Principia a colaboração do “Correio Paulistano” até 1924. Participa da caravana de jovens escritores paulistas ao Rio de Janeiro, a fim de fazer propaganda do Modernismo. Torna-se o líder dessa campanha preparatória para a Semana de Arte Moderna. Toma aula de boxe com o antigo pugilista suíço Delaunay.
Em 1922, participa da Semana de Arte Moderna no Teatro Municipal de São Paulo. Faz conferência, em 18 de setembro, comemorativa ao centenário da Bandeira Nacional. É um dos participantes do grupo da revista “Klaxon”, onde colabora. Integra o grupo dos cinco com Mário de Andrade, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Menotti del Picchia. É escolhido como orador do banquete oferecido em homenagem ao escritor português Antonio Ferro, por ocasião de sua visita ao Brasil, no Automóvel Clube do Brasil (São Paulo). Publica “Os Condenados”, com capa de Anita Malfatti, primeiro romance de “A trilogia do exílio”. Viaja a negócios ao Rio. Em dezembro embarca para a Europa. Começa sua amizade com Tarsila.
No ano seguinte, ganha na justiça a custódia do seu filho Nonê. Faz viagem a Portugal e Espanha, com passagem pelo Senegal, acompanhado de Tarsila. Matricula seu filho no Licée Jaccard em Lausanne, Suiça. Reside em Paris até agosto, no atelier de Tarsila. No dia 23 abril, participa do almoço oferecido pelo embaixador na França a intelectuais franceses. Em 11 de maio pronuncia a Conferência “L'effort intellectuel du Brésil contemporain”, na Universidade de Sorbonne. No dia 28 de maio, conhece o poeta Blaise Cendrars. Em agosto, goza as férias de verão com Tarsila na Itália, em Veneza. Assiste entusiasmado o bailado negro de Blaise Cendrars, com música de Darius Milhaud e cenários de Fernand Léger, apresentado pelo Ballets Suédois, no Teatro dos Champs-Elyseés. Visita a exposição de Arte Negra, no Museu de Artes Decorativas. Reescreve “João Miramar”. Em julho, faz conferência em Lisboa. Em Paris, de volta ao Brasil, é homenageado com um banquete pela Sociedade Amis des Lettres Françaises, sendo saudado pela presidente do grupo Mme.Rachilde. Retorna ao Brasil no final do ano.
Em 1924, no dia 18 de março publica no “Correio da Manhã” o “Manifesto da Poesia Pau Brasil”. Toma parte na excursão ao carnaval do Rio de Janeiro e à Minas com outros intelectuais brasileiros e do poeta Blaise Cendrars, chamada de “Caravana Modernista”. Em Minas Gerais, recebidos por Aníbal Machado, Pedro Nava e Carlos Drummond de Andrade, excursionam pelas cidades históricas. No “Correio Paulistano”, publica o artigo “Blaise Cendrars — Um mestre da sensibilidade contemporânea". Participa do V Ciclo de Conferência da Vila Kyrial falando sobre "os ambientes intelectuais da França". Publica “Memórias Sentimentais de João Miramar”, com capa de Tarsila. Faz uma leitura do “Serafim Ponte Grande”, em casa de Paulo Prado para uma platéia de amigos modernistas. Viaja à Europa. Em 20 de novembro faz viagem à Espanha (Medina e Salamanca), de passagem para Suíça. Monta com Tarsila um novo apartamento em Paris, conservando este endereço até 1929. Passa o Natal com Tarsila na casa de campo do poeta Blaise Cendrars em Tremblay-sur-Mauldre.
Visita seu filho na Suíça, em março de 1925. Em fevereiro e março faz curso de inglês na Berlitz School, em Paris. Assiste ao festival Satie, em Paris. Em maio, viaja ao Brasil. Participa do jantar na Vila Fortunata (casa de René Thiollier) em homenagem a D.Olivia Guedes Penteado. Volta à Europa, passando em Lisboa. Em julho vai a Deauville para alguns dias de férias. Publica em Paris pela editora Au Sans Pareil o livro de poemas “Pau Brasil”. Em agosto retorna ao Brasil. Candidata-se à Academia Brasileira de Letras. Oficializa o noivado com Tarsila do Amaral. Faz nova viagem à Europa. Com Tarsila, passa novamente o final do ano em Le Tremblay-sur- Mauldre, residência de campo de Cendrars.
Em janeiro e fevereiro do ano seguinte viaja ao Oriente, em companhia de Tarsila, de seu filho, de Dulce (filha de Tarsila), do escritor Cláudio de Souza, do governador de São Paulo Altino Arantes. Visita cidades da Grécia, Turquia, Israel e Egito. Em 05 de maio é recebido com outros brasileiros em audiência pelo papa, a fim de tentarem a anulação do casamento de Tarsila. Permanece em Paris, com Tarsila, ajudando-a nos preparativos para a exposição na Galérie Percier. Chega ao Brasil em 16 de agosto. Casa-se com Tarsila do Amaral, em 30 de outubro, em cerimônia paraninfada pelo Presidente Washington Luis. Publica na “Revista do Brasil” o prefácio de “Serafim Ponte Grande”,primeira versão, "Objeto e fim da presente obra". Divulga em “Terra Roxa e Outras Terras” a "Carta Oceânica", prefácio ao livro “Pathé Baby” de Antônio de Alcântara Machado e um trecho do “Serafim Ponte Grande”. Viaja a Cataguazes (MG), mantém contato com o Grupo da Verde.
Publica, em 1927, “A Estrela de Absinto”, segundo romance de “A trilogia do exílio”, pela Editora Helios com capa de Brecheret. Publica “Primeiro Caderno de Poesia do Aluno Oswald de Andrade”, ilustrado pelo autor, com capa de Tarsila. Começa no “Jornal do Comércio” a coluna "Feira das Quintas". Participa do jantar literário em homenagem a Paulo Prado, em abril na Vila Fortunata. Permanece uma temporada, de junho até agosto, em Paris para a exposição de Tarsila, voltando ao Brasil faz escala na Bahia. Abre escritório comercial na Praça do Patriarca. 20. Disputa o prêmio romance, patrocinado pela Academia Brasileira de Letras, com “A Estrela de Absinto”, que obteve menção honrosa. Publica trechos de “Serafim Ponte Grande” na revista “Verde”.
Em 1928, lê o “Manifesto Antropófago” para amigos na casa de Mário de Andrade. Publica o “Manifesto Antropófago” na “Revista de Antropofagia”, que ajuda a fundar, com os amigos Raul Bopp e Antônio de Alcântara Machado. Viaja à Bahia. Viaja à Europa, regressando no mesmo ano, com passagem por Lisboa. Fica em Paris nos meses de junho e julho para a 3ª exposição de Tarsila.
No ano seguinte, volta ao Rio para a exposição de Tarsila, com Anita Malfatti, Waldemar Belisário, Patricia Galvão. Está em Paris em julho. Entra em contato com Benjamin Péret que mora no Brasil até 1931. Hospeda na sua fazenda — Santa Tereza do Alto — o filósofo alemão Hermann Keyserling e a dançarina Josephine Baker. É expulso do Congresso de Lavradores, realizado no Cinema República (SP) por propor um acordo com o trabalhador do campo. Separa-se de Tarsila do Amaral. Rompe com Mário de Andrade e Paulo Prado. Viaja à Bahia com Pagú.
No dia 1º de abril de 1930 casa-se com Patricia Galvão (Pagu) numa cerimônia pouco convencional. O acontecimento foi simbólico, realizado no Cemitério da Consolação, em São Paulo. Mais tarde, se retrataram na igreja. Escreve "A casa e a língua", em defesa da arquitetura de Warchavchik. Nasce seu filho Rudá Poronominare Galvão de Andrade com a escritora Patrícia Galvão (Pagú). É preso pela polícia do Rio de Janeiro, por ameaçar o antigo amigo, poeta Olegário Mariano.
Em 1931, escreve “O mundo político”.Tem um encontro com Luis Carlos Prestes em Montevidéu, que muda o rumo político do escritor Oswald. Começa a escrever ensaios políticos, geralmente sobre a situação e os problemas do operário. Funda com Queiroz Lima e Pagú “O Homem do Povo”. Publica o “Manifesto Ordem e Progresso”. Engaja-se no Partido Comunista.
No ano seguinte, redige o prefácio definitivo de “Serafim Ponte Grande”.
Em 1933, pronuncia conferência — “O Vosso Sindicato” — no sindicato dos padeiros de São Paulo. Publica “Serafim Ponte Grande”. Patrocina a publicação de “Parque Industrial”, romance de Pagú.
No ano seguinte, deixa Pagú e une-se à pianista Pilar Ferrer. Publica “A Escada Vermelha”, terceiro romance de “A trilogia do exílio”, e “O Homem e o Cavalo”, com capa de seu filho, Oswald de Andrade Filho. Lê cenas da peça “O Homem e o Cavalo” no Teatro de Experiência de Flávio de Carvalho. Programada a apresentação dessa peça, o teatro, é interditado pela polícia. No dia 24 de dezembro, assina contrato ante-nupcial em regime de separação de bens com Julieta Bárbara Guerrini.
Em 1935, compra uma serraria. Com sua mulher Julieta, acompanha C. Levis-Strauss em excursão até Foz do Iguaçu. Escreve sátira política para “A Platéia”. Faz parte do movimento artístico cultural “Quarteirão”. Está fichado na polícia civil do Ministério da Justiça, sob o nº 70, como subversivo.
No ano seguinte, publica na revista “XI de agosto”, "Página de Natal" do Marco Zero. Conclui o poema “O Santeiro do Mangue”, 1ª versão, dedicado criticamente a Jorge de Lima e Murilo Mendes. Empenha um cordão de ouro na casa Leão da Silva Ltda. Em dezembro casa-se com a escritora Julieta Bárbara Guerrini, tendo como padrinho o jornalista Casper Líbero, o pintor Portinari e uma irmã da noiva, Clotilde. Passa a residir no Rio de Janeiro, na Av. Atlântica e em São Paulo na Rua Júlio de Mesquita.
Escreve “O país da sobremesa”, em 1937. É feita uma tentativa de encenação da peça “O Rei da Vela” pela Companhia de Álvaro Moreyra. Atua na Frente Negra Brasileira. Escreve na revista “Problemas” (São Paulo). Publica “A Morta” e “O Rei da Vela”. No Rio de Janeiro, a edição de “Serafim Ponte Grande” é dada como esgotada.
Em 1938, publica o trecho "A vocação" da série “Marco Zero: IV”, “A presença do Mar”. Está ligado ao Sindicato de Jornalista de São Paulo, matrícula nº 179. Redige “Análise de dois tipos de ficção”.
No dia 16 de fevereiro de 1939, Oswald ingressa no Pen Club do Brasil. Em agosto viaja à Europa, com sua mulher Julieta, para participar do Congresso do Pen Club, em Estocolmo, que não se realizou por causa da guerra. Retorna pelo navio cargueiro Angola. Publica no jornal “Meio Dia” as colunas "Banho de Sol" e "De literatura". É o representante do jornal “Meio Dia” em São Paulo. Escreve para o “Jornal da Manhã” (SP) uma série de reportagens sobre personalidades importantes da vida política, econômica e social de São Paulo. Passa uma temporada em Águas de São Pedro, perto de Piracicaba (SP), em tratamento de saúde.
Escreve “O lar do operário”. Candidata-se à Academia Brasileira de Letras pela segunda vez, enviando uma carta aberta aos imortais, em 1940.
Em 1941, monta um escritório de imóveis na rua Marconi, com Nonê, o filho mais velho.
No ano de 1942, expõe trabalhos de pintura na Sala dos Intelectuais, no VII Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo. Publica “Cântico dos Cânticos para Flauta e Violão”, dedicado à sua futura mulher, Maria Antonieta d’Alkmin. Lança, em 2ª edição pela Globo, “Os Condenados”, com capa de Koetz.
Publica “Marco Zero: I A revolução melancólica”, pela José Olympio, capa de Santa Rosa. Começa a publicar no “Diário de S.Paulo” a coluna "Feira das Sextas". Casa-se com Maria Antonieta d'Alkmin, em 1943.
Em 1944, pronuncia na Faculdade de Direito a conferência "Fazedores da América", publicada no “Diário de S.Paulo” em 31/10/1944. Inicia a série “Telefonema”, publicada no “Correio da Manhã”, até 1954. Viaja a Belo Horizonte, com uma caravana de intelectuais e faz uma conferência na Exposição de Arte Moderna, organizada pelo Prefeito Juscelino Kubstichek.
No ano seguinte escreve "O sentido da nacionalidade no Caramuru e no Uruguai". Publica "A Arcádia e a inconfidência", tese apresentada à cadeira de literatura brasileira da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, na qual o biografado é livre-docente.em Literatura Brasileira. Nasce sua filha Antonieta Marília. Reúne no volume “Ponta de Lança” artigos esparsos. Publica "A sátira na poesia brasileira", conferência pronunciada na Biblioteca Pública Municipal de São Paulo. Participa do Congresso de Escritores em São Paulo. Publica “Poesias Reunidas - Oswald de Andrade”, editora. Gazeta e “Marco Zero: II — Chão”, pela José Olympio. Faz a saudação a Pablo Neruda em visita ao Brasil. Inicia a organização da Ala Progressista Brasileira, programa de conciliação nacional. Lança um manifesto ao "Povo de São Paulo, Trabalhadores de São Paulo. Homens livres de São Paulo". Escreve o "Canto do Pracinha só". Rompe com o Partido Comunista do Brasil e Luis Carlos Prestes, seu secretário geral. Publica na “Gazeta de Limeira”, conferência pronunciada em Piracicaba intitulada "A lição da inconfidência".
Em 1946, publica “O Escaravelho de Ouro” (poesia). Assina contrato com o governo de São Paulo para a realização da obra "O que fizemos em 25 anos", espécie de levantamento da vida nacional, em todos os setores da atividade técnica e social à literária e artística. Profere conferência sob o título "Informe sobre o modernismo". Apresenta o escritor norte-americano Samuel Putnam, em visita ao Brasil, na Escola de Sociologia e Política (São Paulo). Participa em Limeira (SP) do Congresso de Escritores.
Candidata-se a delegado regional da Associação Brasileira de Escritores e perde a eleição. Envia bilhete-aberto ao Presidente da Seção Estadual, escritor Sérgio Buarque de Holanda, protestando e desligando-se da Associação, em 1947.
Em 1948, pronuncia em Bauru a conferência "O sentido do interior". Nasce seu filho Paulo Marcos.
Publica na revista Anhembi o texto "O modernismo", em 1949. Profere conferência no Centro de Debates Casper Líbero: "Civilização e dinheiro", e no Museu de Arte de São Paulo, “Novas dimensões da poesia". Realiza excursão a Iguape, com Albert Camus, para assistir às tradicionais festas do Divino. É encarregado de apresentar e saudar o escritor francês de passagem por São Paulo para fazer conferências. Escreve a coluna "3 linhas e 4 verdades" na “Folha de S.Paulo”, até 1950. Profere nova conferência na Faculdade de Direito em homenagem a Rui Barbosa.
Em 1950, escreve “O antropófago”. É homenageado com um banquete, no Automóvel Clube, pela passagem do 60º aniversário, saudado por Sérgio Milliet. Participa de concurso para provimento da Cadeira de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, ocasião em que defende a tese "A crise da filosofia messiânica", sem êxito. Candidata-se a deputado federal pelo PRT, com o seguinte slogan: “Pão – Teto – Roupa – Saúde – Instrução”. Pronuncia as seguintes conferências: "A arte moderna e a arte soviética", "Velhos e novos livros atuais". Redige "Um aspecto antropofágico da cultura brasileira — o homem cordial" para o 1º Congresso Brasileiro de Filosofia. Apresenta a versão definitiva de “O Santeiro do Mangue”.
Escreve, em 1952, “Introdução à antropofagia”. Profere discurso de saudação em homenagem a Josué de Castro, representante da ONU, por iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Escreve o artigo "Dois emancipados: Júlio Ribeiro e Inglês de Souza".
É membro da Comissão Julgadora do Salão Letras e Artes Carmen Dolores, em 1953. Saudou o escritor José Lins do Rego, pelo prêmio recebido em torno do romance “Cangaceiros”, patrocinado pelo Salão de Letras e Artes Carmen Dolores Barbosa. Começa a publicar a série “A Marcha das Utopias” no jornal “O Estado de S.Paulo”. Tenta em vão vender sua coleção de quadros.
Em 1954, escreve o ensaio “Do órfico e mais cogitações" e "O primitivo e a antropofagia”. Envia comunicação, por intermédio de Di Cavalcanti, para o Encontro de Intelectuais, no Rio de Janeiro. Publica o primeiro volume das “Memórias — Um homem sem profissão”, com capa de seu filho, Oswaldo Jr., pela José Olympio. Graças à interferência de Vicente Rao, foi indicado para ministrar um curso de cultura brasileira em Genebra. Retorna como sócio à Associação Brasileira de Escritores (A.B.D.E.).
Falece em São Paulo, em 22 de outubro de 1954, na sua residência da rua Marquês de Caravelas, 214. É sepultado no jazigo da família, no cemitério da Consolação, em São Paulo (SP).
É homenageado postumamente pelo Congresso Internacional de Escritores, em 1954. Em 1990, no centenário de seu nascimento, a “Oficina Cultural Três Rios” passa a se chamar “Oficina Cultural Oswald de Andrade; é lançado o filme “Cem Oswaldinianos”, de Adilson Ruiz.
Antônio Peticov é o autor de "Momento Antropofágico com Oswald de Andrade", um painel de azulejo, ladrilho, madeira, aço e vinil com 3m x 16,5m instalado na estação República do Metrô paulista, também em 1990.
OBRAS
Humor:
Revista “O Pirralho” — crônicas em português macarrônico sob o pseudônimo de Annibale Scipione (1912 — 1917)
Revista “O Pirralho” — crônicas em português macarrônico sob o pseudônimo de Annibale Scipione (1912 — 1917)
Poesia:
Pau-Brasil (1925)
Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade (1927)
Cântico dos cânticos para flauta e violão (1945)
O escaravelho de ouro (1946)
Romance:
A trilogia do exílio: I — Os condenados, II —A estrela de absinto, III — A escada vermelha (1922-1934)
Memórias sentimentais de João Miramar (1924)
Serafim Ponte Grande (1933)
Marco Zero: I - A revolução melancólica, II — Chão (1943).
Memórias: Um homem sem profissão (1954)
Teatro:
A recusa (1913)
Théâtre Brésilien — Mon coeur balance e Leur Âme (1916) (com Guilherme de Almeida)
O homem e o cavalo (1934)
A morta (1937);
O rei da vela (1937).
O rei floquinhos (1953)
Manifestos:
Manifesto da Poesia Pau-Brasil (1924)
Manifesto Antropófago (1928)
Manifesto Ordem e Progresso (1931)
Teses, artigos e conferências publicadas:
O meu poeta futurista (1921)
A Arcádia e a Inconfidência (1945)
A sátira na poesia brasileira (1945)
Versões e adaptações:
Filme “O homem do Pau-Brasil”, de Joaquim Pedro de Andrade, baseado na vida de Oswald de Andrade (1980)
Filme “Oswaldinianas”. Formado por cinco episódios, dirigidos por Julio Bressane, Lucia Murat, Roberto Moreira, Inácio Zatz, Ricardo Dias e Rogério Sganzerla (1992)
Publicações póstumas:
A utopia antropofágica – Globo
Ponta de lança – Globo
O rei da vela – Globo
Pau Brasil – Obras completas – Globo
O santeiro do mangue e outros poemas – Globo
Obras completas – Um homem sem profissão – Memórias e confissões sob as ordens de mamãe – Globo
Telefonema – Globo
Dicionário de bolso – Globo
O perfeito cozinheiro das almas desse mundo – Globo
Os condenados – A trilogia do exílio – Globo
Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade – Globo
Os dentes do dragão – Globo
Mon coeur balance – Le Âme - Globo
Dados obtidos no livro "O Salão e a Selva: uma biografia ilustrada de Oswald de Andrade", Editora da UNICAMP: Editora Ex Libris - Campinas (SP), 1995, de Maria Eugenia Boaventura; no sítio Itaucultural e em outros sobre o biografado.
quarta-feira, 20 de março de 2013
Homens sempre em busca da melhor forma de matar.
Durante a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos lançou duas bombas atômicas, armas de destruição em massa, sobre o Japão. O resultado? Centenas de milhares de mortos, a rendição do Japão e o fim da Guerra. Depois disso, jamais foram utilizadas bombas atômicas em combate. A arma de destruição em massa deu lugar a outra, bem menor, discreta, que não precisa de material radioativo para funcionar, barata e extremamente fácil de ser adquirida: o fuzil AK-47.
O terrível AK-47 (Automatov Kalashnikov), ainda hoje conhecido, também, pelo sobrenome de seu idealizador, Mikhail Kalashnikov, é uma das armas mais bem sucedidas e a de mais ampla utilização entre todos os tipos já produzidos de armas portáteis. Barata e eficiente, a arma é a favorita entre rebeldes, milicianos, terroristas e traficantes, mas também é adotada por cerca de 50 exércitos pelo mundo. Produzido em larga escala, estima-se que tenham sido fabricados mais de 80 milhões de exemplares.
Mesmo com todos os bilhões de dólares gastos em armas e tecnologia da era espacial, o AK ainda é a arma mais devastadora do planeta. Representam uma imensa ameaça pois podem ser facilmente transportados, reparados e usados por bandos de atacantes em incursões em diferentes locais. O AK possibilitou golpes na África, redes terroristas no Oriente Médio e roubos de bancos em Los Angeles.
O AK-47 é tão poderoso, que serve de elemento principal para algumas bandeiras de países africanos e de organizações paramilitares. É a arma de fogo que mais causou vítimas na história da humanidade.
Mikhail, Freud explica. Ou não.
Durante a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos lançou duas bombas atômicas, armas de destruição em massa, sobre o Japão. O resultado? Centenas de milhares de mortos, a rendição do Japão e o fim da Guerra. Depois disso, jamais foram utilizadas bombas atômicas em combate. A arma de destruição em massa deu lugar a outra, bem menor, discreta, que não precisa de material radioativo para funcionar, barata e extremamente fácil de ser adquirida: o fuzil AK-47.
O terrível AK-47 (Automatov Kalashnikov), ainda hoje conhecido, também, pelo sobrenome de seu idealizador, Mikhail Kalashnikov, é uma das armas mais bem sucedidas e a de mais ampla utilização entre todos os tipos já produzidos de armas portáteis. Barata e eficiente, a arma é a favorita entre rebeldes, milicianos, terroristas e traficantes, mas também é adotada por cerca de 50 exércitos pelo mundo. Produzido em larga escala, estima-se que tenham sido fabricados mais de 80 milhões de exemplares.
Mesmo com todos os bilhões de dólares gastos em armas e tecnologia da era espacial, o AK ainda é a arma mais devastadora do planeta. Representam uma imensa ameaça pois podem ser facilmente transportados, reparados e usados por bandos de atacantes em incursões em diferentes locais. O AK possibilitou golpes na África, redes terroristas no Oriente Médio e roubos de bancos em Los Angeles.
O AK-47 é tão poderoso, que serve de elemento principal para algumas bandeiras de países africanos e de organizações paramilitares. É a arma de fogo que mais causou vítimas na história da humanidade.
Mikhail, Freud explica. Ou não.
O terrível AK-47 (Automatov Kalashnikov), ainda hoje conhecido, também, pelo sobrenome de seu idealizador, Mikhail Kalashnikov, é uma das armas mais bem sucedidas e a de mais ampla utilização entre todos os tipos já produzidos de armas portáteis. Barata e eficiente, a arma é a favorita entre rebeldes, milicianos, terroristas e traficantes, mas também é adotada por cerca de 50 exércitos pelo mundo. Produzido em larga escala, estima-se que tenham sido fabricados mais de 80 milhões de exemplares.
Mesmo com todos os bilhões de dólares gastos em armas e tecnologia da era espacial, o AK ainda é a arma mais devastadora do planeta. Representam uma imensa ameaça pois podem ser facilmente transportados, reparados e usados por bandos de atacantes em incursões em diferentes locais. O AK possibilitou golpes na África, redes terroristas no Oriente Médio e roubos de bancos em Los Angeles.
O AK-47 é tão poderoso, que serve de elemento principal para algumas bandeiras de países africanos e de organizações paramilitares. É a arma de fogo que mais causou vítimas na história da humanidade.
Mikhail, Freud explica. Ou não.
Por: Acontecimentos Históricos.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
A apostasia no dom de falar em línguas
Hoje, muitas igrejas como a Assembléia de
DEUS (algumas de suas centenas de divisões) e a Internacional da Graça
do mega pastor RR Soares praticam um rito estranho durante os seus
cultos. Palavras sem qualquer sentido são proferidas por pastores que
por sua vez motivam as massas a repetirem o que seus líderes fazem. É um
tal de: “O xarabala caiara paracaca falaue barababa bebe “ e ninguém
entende nada que estão dizendo.
Em I Coríntios 14 o Apóstolo Paulo é
muito claro sobre o dom de línguas. No versículo abaixo a ordem é para
que se fale palavras inteligíveis e não essa confusão que vemos:
Assim também
vós, se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como
se entenderá o que se diz? porque estareis como que falando ao ar. (I
Cor 14:9)
Além disso, no livro de Atos (Atos 2:7)
mostra claramente pessoas falando em vários idiomas e não palavras que
nem existem. O Apóstolo Paulo termina não proibindo o dom de línguas
(observe que ele está relacionado a um idioma existente), mas recomenda
que se não tiver quem interprete cada cristão faça de boca calada o seu
louvor a DEUS:
Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus ( I Cor 14:28)
Mas mesmo assim muitos desobedecem os
ensinamentos da Bíblia, por exemplo, para tentar tapear seus seguidores,
RR Soares muda a palavra “falar em línguas” para “orar em línguas”.
Como pode acontecer isso? .Afinal…quem fala ora e quem ora fala! Nunca
imaginei que alguém justificaria o seu erro com um argumento tão
ridículo e estúpido:
“…Uma coisa é falar em línguas
sem interpretação, outra, bem diferente, é a pessoa orar a Deus em
línguas, ainda que seja em voz audível. Afinal, a oração dela só
interessa a ela a ao Senhor….” (perguntas e respostas do RR Soares)
Para entender melhor essa apostasia
precisamos voltar para o ano de 1906. No dia 9 de Abril de 1906 o pastor
William Seymour se reuniu com um grupo de católicos e protestantes na
Rua Azusa, 312 nos Estados Unidos e começou a acontecer coisas
estranhas, onde muitos começaram a falar palavras sem sentidos. E
assim, foi criado o movimento pentecostal e o católico carismático com o
mesmo dom de línguas.
Agora vamos analisar o acontecimento da
Rua Azusa sobre o ponto de vista esotérico e cabalístico. O Evento foi
no dia 9 e somando a data temos (9+4+6= 19). Os números 9 e 19 são
extremamente sagrados no bahaismo, sendo o 9 o número do cristo cósmico
Baha’u’llah e o 19 rege o calendário criado pelo Báb, profeta que
anunciou a vinda de Baha’u’llah e que criou o calendários Vahid e
Kull-i-Sh ay (ambos já se encontram na ONU para serem implantados um
dia). Somando o número da casa temos o 6 (3+1+2=6) e assim a inversão
do 999 e do 666 se cumpriu naquela remota época.
Um pouco depois do “aviamento ecumênico”
da Rua Azusa, no dia 27 de maio de 1906 Abdu’l’Bahá (filho do cristo
cósmico Baha’u’lla) emite o seguinte parecer em Haifa – Israel sobre
esse novo poder espiritual que surgiu no cristianismo:
“…Pondera tu sobre o Espírito:
porque Ele era o centro focal do poder espiritual, a fonte das graças
divinas, embora de início só tivesse reunido a Seu redor pouquíssimas
almas, Ele, mais tarde, em virtude, daquele poder predominante que
possuía, pôde unir dentro do Tabernáculo protetor da Cristandade todos
os grupos divergentes. (…) Todavia, se for introduzido um único poder
perceptivo universal – poder que abranja todos os demais – aquelas
opiniões divergentes fundir-se-ão, e a harmonia espiritual e a unidade
tornar-se-ão evidentes….” (Abdu’l’Bahá )
Foi exatamente isso que aconteceu na rua
Azusa, pois esse pentecostes pagão unificou católicos e protestantes. E
para selar essa nova unidade, algum tempo depois o ex Papa João Paulo
II “Abençoou” o movimento carismático com a benção e a aprovação da
Rainha dos Céus como descrito abaixo:
“…Acompanho a vossa Conferência
com as minhas orações, convicto de que isto dará ricos frutos
espirituais à Renovação Carismática Católica em todo o mundo. Maria,
Esposa do Espírito e Mãe de Cristo, vigie sobre quanto fazeis em nome do
seu Filho! Concedo de coração a minha Bênção apostólica a todos vós, às
vossas comunidades e entes queridos….” (Papa João Paulo II)
Mais alguns anos se passaram e a TV Globo
não resistiu ao poder que está nas leis de Baha’u’llah , mais
especificamente no Kitáb-i-aqdas ( a carta magna da nova ordem
mundial) e criou um programa para ajudar a unificar as religiões:
K75
“…Convivei, pois, com os seguidores de todas as religiões, e proclamai a
Causa de vosso Senhor, o Mais Compassivo. É esse o próprio diadema de
todos os atos, se sois dos que compreendem….” ( Kitáb-i-aqdas –
Baha’u’llah).
O programa chamava-se “Êxtase… ritos
sagrados”. A função era promover o sincretismo religioso através de
temas como: 1) A incorporação de espíritos; 2)Ogum, o guerreiro; 3) A
voz do Espírito Santo; 4)Vale do Amanhecer; 5 O Catimbó-Jurema; 6) O
Santo Daime e 7 ) O que a ciência tem a dizer sobre a fé?
O programa “ A voz do Espírito Santo da
TV Globo mostra a unidade entre católicos carismáticos e protestantes
sobre o dom de línguas na voz em tom irônico do “grande irmão’ Pedro
Bial:
Esse suposto dom de línguas também é
praticado no espiritismo com o nome de “xenoglossia” do grego xenom =
estranho + glossa = língua. Porém, a mediunidade poliglota pode ser
classificada em: a- Falante (pela incorporação ou na materialização);
b- Audiente; c- Escrevente (psicografia ou tiptologia); d- Voz direta (esse aqui é o mesmo dom pentecostal e carismático) e e- Escrita direta (mãos visíveis ou invisíveis).
b- Audiente; c- Escrevente (psicografia ou tiptologia); d- Voz direta (esse aqui é o mesmo dom pentecostal e carismático) e e- Escrita direta (mãos visíveis ou invisíveis).
http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/1998/october/documents/hf_jp-ii_spe_19981030_carismatici_po.html
http://www.ongrace.com/portal/?missionario_responde=dons-espirituais-lnguas-e-interpret-15428&busca=1
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,JOR161-15607,00.html
http://bahairesearch.com/portuguese/Bah%C3%A1%C2%B4%C3%AD/Authoratiative_Bah%C3%A1%27%C3%AD/%27Abdu%27l-Bah%C3%A1/Selecao_dos_Escritos_de_%27Abdu%27l-Baha.aspx
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
O papa hitleriano
| Brutus |
O mesmo afirma que sua vocação para inquisidor e pusilânime se originou na infância. Junto com seus amiguinhos, com 5 anos de idade, deu as boas-vindas com flores ao cardeal arcebispo fascista de Munique. Impressionado pela roupagem feminina do cardeal, mais tarde anunciou que queria ser cardeal. Em 1941, sendo já seminarista com apenas 14 anos, se alistou voluntariamente na Juventude Hitlerista. Considerando-se que os seminaristas eram uma "quinta-coluna vermelha" para os nazistas e sempre suspeitos de estar contra o regime, Ratzinger precisará dar mostras fanáticas de adesão para gozar tão rapidamente das simpatias oficiais, beneficiando-se assim com promoções e ascensos fulgurantes. A esse respeito, um testemunho relata (em nota publicada pelo Frankfurter Allgemeine Zeitung) que aos 16 anos, Ratzinger ascendeu das fileiras para treinamento básico de infantaria para o cuidado da fábrica da BMW fora de Munique e nesse tempo atendeu a escola preparatória "Maximiliansgymnasium" com a intenção de chegar ao sacerdócio. Em 1944 começou seu treinamento básico na Hungria, sendo parte do "Reichsarbeitsdienst" que era um serviço de estratégia nazi, onde ele, junto com outros companheiros construiu sistemas para cortar a marcha de diferentes tanques de guerra. Como bom rato, desertou nos últimos da guerra ao ver que seu governo era derrubado, ainda que tenha sido capturado e feito prisioneiro por soldados aliados perto de Ulm, em 1945. Finalmente, subsiste uma grande interrogante. "Rati Panzer Papen" atuou sob as ordens do Marechal de Campo Von Manstein "lutando" com todo brio junto a duas divisões Panzer: a quantas pessoas matou sem remorso nosso apóstolo da paz? Serviu cianureto a quantos judeus e opositores para limpar o mundo de ímpios? Na minha qualidade de cristão libertário não posso admitir que Deus tenha como mão direta um nazista assassino, quando na realidade este vil sujeito deveria ser destituído e julgado por seus crimes, cometidos em nome de Hitler, durante a guerra. Querendo processar o Indymedia, tentando amordaçar a liberdade de expressão, usando a "justiça terrena" para calar a denúncia de seus crimes, o papa Ratzi não faz mais que pôr a descoberto sua afiliação vitalícia à doutrina policial nazista que o amamentou.
A peregrinação latino-americana do ex-nazista Bento XVI
Lula e a camisinha do Papa Luis Arce Borja 15 de maio. Na quarta-feira, 9 de maio, o papa chegou ao Brasil. Desce do avião vestido de branco e com um enorme crucifixo no peito. Dava a impressão de que o tempo havia retrocedido dois mil anos, quando qualquer esfarrapado se disfarçava de santo e se declarava profeta ou filho de Deus. Na pista de aterrissagem foi recebido por Lula e sua esposa. Ambos, sem nenhum escrúpulo, beijaram as mãos santas do Papa. Joseph Ratzinger, agora conhecido sob o nome de "Bento XVI", esconde que em sua juventude integrou o grupo mais seleto do exército hitleriano que, como se sabe, cometeu abomináveis crimes e genocídios contra a humanidade. O Papa — que em seus tempos moços não se vestia de branco como na atualidade, mas o uniforme com o emblema da suástica nazista — falou forte e ameaçou com a proibição da entrada no céu a todo pecador que usasse camisinha. O Papa, desde as primeiras horas de sua peregrinação pelo Brasil, se agarrou ao tema da educação e pediu para Lula converter o Estado deste país em um Estado católico onde se implante a obrigatoriedade da religião com o mesmo caráter dos Estados islâmicos. Com o discurso do Papa parecia que se regressava no tempo, quando os cruzados da época medieval invadiam territórios para saquear, matar e impor um Estado religioso, onde curas, bispos e toda sorte de velhaco católico se enriquecia e oprimia a população. Bento XVI também fez fincapé na proibição do aborto, anunciando que as relações sexuais deveriam ser para a reprodução (como os coelhos, vacas e outras espécies para a alimentação) e não para o prazer. Karl Marx disse, em 1948, que "a religião é o ópio do povo". O tempo e a experiência têm mostrado que a constatação marxista sobre a religião é exata. Segundo isso se pode ver que as religiões, seja o catolicismo, o islamismo e outras religiões, são tapa-sexos de mandatários e políticos corruptos. Por isso, não é casual que o atual Papa tenha visitado o Brasil quando o governo deste país atravessa um período de crise, cujos elementos principais se referem à corrupção nas alturas do Estado, as mobilizações da população faminta e o desgaste crescente do governo Lula. A alta hierarquia eclesiástica é douta e experimentada na manipulação e utilização política da religiosidade do povo. Sua utilização é chave em momentos de crise e explosões sociais, quando a fome, a miséria e a injustiça social fazem estragos mortais no seio dos pobres e aceleram o confronto de classes. E, sobretudo, quando a estabilidade dos Estados opressores cambaleia e corre perigo de entrar em colapso. É preciso localizar as declarações de Lula, que assegurou ao Papa que "o país seguirá considerando a religião como um instrumento para tratar do espírito e dos problemas sociais". Joseph Ratzinger, ou "Bento XVI", ou Papa dos católicos, o "Benedicto XVI" (três formas de chamar este ex-militar nazista), não foi ao Brasil somente para dizer à população que não use camisinha ou que os homens e mulheres se dediquem a fazer dieta sexual. Seu principal objetivo é apontar os planos de dominação do regime de George Bush na América Latina. É preciso recordar que há alguns meses o presidente do USA esteve no Brasil, não de férias, mas para ajustar as leis e disposições, para ter a porta aberta para apoderar-se das grandes extensões de terra do Brasil. Lula e Bush se puseram de acordo na estratégia para converter o Brasil na maior despensa mundial de cana-de-açúcar que serviria para a produção de biocombustíveis, sob a perspectiva de substituir o petróleo causador de guerras e milhões de mortos. A história da luta social da América Latina prova que em todas as infâmias e estelionatos que os governantes cometem contra os oprimidos contaram com a participação e o apoio das altas autoridades religiosas. João Paulo II, o Papa anterior, tão reacionário como o atual, em diversas ocasiões peregrinou pela América Latina, não para fazer algo pelos pobres, mas para sustentar a política de saque, fome pobreza e repressão que impõem os regimes títeres do imperialismo ianque. Por exemplo, em março de 1985 João Paulo II fez um percurso pelo Peru, não precisamente para opor-se às injustiças e atrocidades cometidas pelo governo de turno e os militares, mas para condenar a guerrilha maoísta e defender a ação criminosa do Estado e suas forças repressivas. Foi assim também em El Salvador, Guatemala, Nicarágua e em outros países, que receberam a visita "santificada" do Papa. Isso serviu para apontar os "acordos de paz" que só serviram para reforçar o poder de sátrapas e do imperialismo. Bento XVI, o papa saído dos canteiros nazistas foi ao Brasil também para canonizar Frei Galvão, que se converteu no primeiro santo deste país. Desta forma, a igreja católica segue usando a farsa de santos, milagres e virgens que choram para seguir embrutecendo e alienando a população pobre da América Latina. Antônio Galvão de França, o novo santo do Brasil, nasceu em 1739 e faleceu em 1822, ou seja, sua candidatura a santo ficou na geladeira do Vaticano por 200 anos e se resolveram santificá-lo recentemente não foi por seus milagres, que ninguém viu nem tocou, mas pela necessidade de seguir injetando o ópio religioso.
Nota da redação
Os dois artigos desta página foram extraídos da página de El Diário Internacional — um dos mais valorosos órgãos da imprensa de novo tipo —, editado por Luis Arce Borja em Bruxelas, na Bélgica.
www.eldiariointernacional.com
Este artigo foi tirado do site A Nova Democracia
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domingo, 4 de novembro de 2012
Hoje a União dos Escoteiros do Brasil completa 88 de sua fundação.
União dos Escoteiros do Brasil
A União dos Escoteiros do Brasil, UEB, fundada em 4 de novembro de 1924, é uma sociedade civil de âmbito nacional, de direito privado e sem fins lucrativos, de caráter educacional, cultural, beneficente e filantrópico, reconhecida de utilidade pública, que congrega mais de 1.127 Grupos Escoteiros no Brasil.
Em 2011 contava com 69.477 membros.
A UEB é filiada à Organização Mundial do Movimento Escoteiro.
Organização
A UEB está organizada em 3 níveis:
- O Nacional, com autoridade em todo o Território brasileiro;
- O Regional, denominado Região Escoteira, podendo abranger uma ou mais unidades da federação, ou parte delas, com autoridade sobre a área que lhe for fixada - normalmente compreende os Estados da Federação;
- O Local, constituído pelos Grupos Escoteiros e Seções Escoteiras Autônomas, que são as organizações locais para a prática do Escotismo
quarta-feira, 16 de maio de 2012
A verdadeira história do dia das Mães, parte 2.
Veja outras deusas mães que originaram o dia das mães.
Será que estamos mesmo comemorando o que nos dizem???
Será que estamos mesmo comemorando o que nos dizem???
O Culto à Deusa Mãe
A Deusa-Mãe se apresenta historicamente sob inúmeras denominações. Suas origens remontam a tempos imemoriais, no período neolítico.
Começamos a nossa viagem no passado antigo em Çatal Höyük onde a primeira representação da Grande Mãe foi encontrada em uma gruta, datando cerca de 5750 aC.
Muitos escritores assumem que o culto à Deusa-Mãe era praticamente universal, com base em achados comuns de estatuetas femininas de terracota da idade neolítica. Embora não se possa assumir que todas as estatuetas encontradas sejam efetivamente representações da Deusa, é também evidente que o conceito de uma Grande Deusa Mãe se associou com leões e touros, da Anatália antiga à Suméria, da Índia ao Egito, incluindo a civilização Minóica por volta de 3000 aC.
Inanna-Ishtar
Inanna é uma das mais antigas manifestações da Deusa-Mãe, venerada entre os antigos Sumérios, sendo associada ao planeta Vênus. Foi especialmente cultuada em Ur, mas era alvo de culto em todas as cidades sumérias.
Inanna é uma das mais antigas manifestações da Deusa-Mãe, venerada entre os antigos Sumérios, sendo associada ao planeta Vênus. Foi especialmente cultuada em Ur, mas era alvo de culto em todas as cidades sumérias.
Ishtar
É cognata das deusas semitas da Mesopotâmia (Ishtar) e de Canaã (Asterote e Anat), tanto em termos de mitologia como de significado.
É cognata das deusas semitas da Mesopotâmia (Ishtar) e de Canaã (Asterote e Anat), tanto em termos de mitologia como de significado.
Os sacerdotes de Inanna, como é uma constante com todos os sacerdotes ligados ao culto da Deusa-Mãe, eram homens que assumiam a identidade feminina de forma radical, esmagando os próprios testículos com duas pedras. Inanna teve também sacerdotes transgêneros que mantinham seus genitais masculinos, mas ainda assim usavam roupas femininas. Era crença comum de que a transformação de um homem em mulher para o serviço de Inanna não era escolha da pessoa, mas do destino, que se apresentava na forma de sonhos de Inanna, quando o candidato a sacerdote ainda era muito jovem. Os Assinnu eram vistos como os representantes mortais de Inanna. Considerados mágicos, seus amuletos e talismans eram tidos muito poderosos, capazes de proteger o usuário de todo dano. Acreditava-se até mesmo que, o simples fato de tocar a cabeça de um Assinnu concederia ao guerreiro poder e proteção para derrotar todos os seus inimigos. Como artistas rituais, os Assinnu tocavam lira, címbalos e flautas e compunham hinos e lamentações, todos em Emesal, a língua reservada às mulheres, tida como um presente direto de Inanna, ao contrário da língua comum de homens, Eme-ku.
Athirat-Asherah-Astarte-Anat
Em Canaan encontramos a Deusa-Mãe sendo venerada como Athirat, também chamada Asherah, Astarte ou Anat e, da mesma forma que com Inanna, seus sacerdotes transexuais, os Qedshtu.
Em Canaan encontramos a Deusa-Mãe sendo venerada como Athirat, também chamada Asherah, Astarte ou Anat e, da mesma forma que com Inanna, seus sacerdotes transexuais, os Qedshtu.
As funções do Qedshtu foram praticamente as mesmas dos Assinnu e o coito com os Qedshtu foi considerado como fazer sexo com a própria Athirat. Ao que parece, eles também praticavam um ritual sexual sagrado de natureza tântrica, acompanhado por tambores e outros instrumentos, como também usaram a flagelação para alcançar estados extáticos.
A adoração de Athirat data de 8000 aC e se prolonga até 1.000 aC. Nessa época, Athirat já é venerada juntamente com seu cônjuge, o jovem Baal, que ficou mais largamente conhecido nos textos bíblicos. A invasão de Canaan pelos seguidores sangüinários, patriarcais e fanáticos de Javé, povo depois conhecido como israelitas, realizou-se aproximadamente 1000 aC. Os adoradores de Javé insistiam que ele era um deus ciumento e que não teria nenhum rival.
Incapazes de subjugar completamente os cananeus, eles viveram nas proximidades durante algum tempo. Não é não é se de admirar que as mulheres israelitas foram atraídas pelo culto a Athirat, agora muitas vezes chamada Asherah, cujos seguidores acreditaram na igualdade dos sexos. Como não é não é de se admirar que os homens israelitas sexualmente reprimidos também viriam a aderir aos seus ritos. Durante algum tempo os cultos a Javé e Asherah misturaram-se tanto que ambos chegaram a ser considerados como co-deidades.
Os sacerdotes Levitas de Javé perderam o juízo, ao descobrirem que até suas esposas muitas vezes adoraram Asherah abertamente. Isto para não dizer que alguns de seus “filhos” tornaram-se sacerdotes Qedshtu. Evidências a respeito disso podem ser localizadas, por exemplo, na história de José e o seu “casaco de muitas cores”. Acredita-se que Rachel, mãe de José, foi sacerdotisa de Asherah e o casaco veio dela (os caftãs coloridos com fios dourados e de prata foram marcas dos sacerdotes Qedshtu). Não é de assustar, portanto, que os irmãos de José, devotos de Javé, reagiriam mal a seu irmão que, ao que tudo indica, teria se tornado um sacerdote transgênero de Asherah.
Quase todas leis Levíticas são provenientes deste período e têm como endereço certo a repressão e a interdição aos israelitas do culto à deusa Asherah. Foi inteiramente proscrito o uso de roupas do sexo oposto, assim como “o uso de tecido feito de fibras variadas” (típico dos sacerdotes de Asherah), e interditada a presença, no templo de Javé, de “eunucos” que “tinham esmagado os seus testículos entre pedras”. As leis levíticas deram também permissão aos israelitas de matar suas próprias esposas e crianças se eles não seguissem os ensinamentos dos sacerdotes Levitas.
Uma consideração da maior importância, nessa disputa ferrenha entre Javé e Asherah, é que os seguidores de Javé constituíam um patriarcado, com a descendência estabelecida através do pai (patrilinear), enquanto os cananeus tinham a sua descendência definida matrilinearmente, ou seja, a partir da mãe. O conceito da criança “bastarda” ou ilegítima é um produto dessa visão patriarcal da descendência porque, numa sociedade matrilinear todas as crianças são igualmente respeitadas em sua descendência. A posição de mulheres dentro dessas duas culturas é um ponto de permanente atrito. Enquanto os cananeus praticam uma igualdade entre os sexos, os israelitas não reconhecem nenhum direito às suas mulheres.
A guerra aberta entre os israelitas e os seguidores do Athirat começou de fato logo depois do reinado de Salomão, quando Canaan foi dividido entre Israel e Judah. Até então, muitos soberanos hebraicos não só tinham sido tolerantes com a adoração de Athirat, como até mesmo foram, eles próprios, adoradores da deusa.
Artimpasa
Por volta de 8000 aC os povos da região onde hoje se situa a Rússia e a Ucrânia também adoravam a Deusa Mãe. Os primeiros registros dão o seu nome como Artimpasa ou Argimpasa e como a maior parte de outros aspectos de Deusa de Mãe, ela teve seus sacerdotes transexuais. O que se sabe deles está perdido nas névoas do tempo. Sabemos alguma coisa apenas pelos nomes que os Gregos deram a eles, nomes insultantes, a menor parte do qual foi Enarees, significando não-habilitado. Muitos autores sugerem que eles eram os descendentes espirituais diretos dos xamãs paleolíticos da Sibéria e a fonte dos “espíritos gêmeos” dos povos nórdicos e dos berdaches dos indios norte-americanos..
Por volta de 8000 aC os povos da região onde hoje se situa a Rússia e a Ucrânia também adoravam a Deusa Mãe. Os primeiros registros dão o seu nome como Artimpasa ou Argimpasa e como a maior parte de outros aspectos de Deusa de Mãe, ela teve seus sacerdotes transexuais. O que se sabe deles está perdido nas névoas do tempo. Sabemos alguma coisa apenas pelos nomes que os Gregos deram a eles, nomes insultantes, a menor parte do qual foi Enarees, significando não-habilitado. Muitos autores sugerem que eles eram os descendentes espirituais diretos dos xamãs paleolíticos da Sibéria e a fonte dos “espíritos gêmeos” dos povos nórdicos e dos berdaches dos indios norte-americanos..
Escrevendo sobre eles, os Gregos, que foram um tanto transfóbicos e misóginos, diziam que eles se tornaram eunucos como punição e fizeram piadas sobre como eles acabaram castrados por passarem demasiado tempo na sela de um cavalo. Através de Heródoto, aprendemos que eles atuaram como adivinhos e videntes.
Cybele
Cybele, originalmente uma deusa Frígia e Hitita, foi uma deificação da Mãe Terra, venerada em toda a Anatólia desde os tempos Neolíticos. Como Gaia (“a Terra”) ou Ema , sua equivalente Minóica, Cybele personifica a Terra fértil, e se apresenta como uma deusa de cavernas e montanhas, muros e fortalezas, natureza e animais selvagens (especialmente leões, touros e abelhas).
Cybele, originalmente uma deusa Frígia e Hitita, foi uma deificação da Mãe Terra, venerada em toda a Anatólia desde os tempos Neolíticos. Como Gaia (“a Terra”) ou Ema , sua equivalente Minóica, Cybele personifica a Terra fértil, e se apresenta como uma deusa de cavernas e montanhas, muros e fortalezas, natureza e animais selvagens (especialmente leões, touros e abelhas).
O seu título grego antigo, Potnia Theron, também associado com a Grande Mãe da civilização Minóica, alude às suas raízes Neolíticas como “a Senhora dos Animais”. Ela é também uma divindade de renascimento e morte, alusiva à ressurreição do seu filho e cônjuge, Attis.
O culto de Cybele na Grécia associou-se estreitamente com, e ao que parece pareceu-se, o culto posterior de Dionysus, quem se diz que Cybele tenha iniciado e tenha curado da loucura de Hera. Eles também identificaram Cybele com a Mãe dos Deuses Rhea.
Na Ema-Cybele Frigia foi venerada como Agdistis, com um templo na grande cidade comercial de Pessinos, mencionado pelo geógrafo Strabo.
A adoração de Cybele estendeu-se da Anatolia e Síria à costa do Mar Egeu, a Creta e outras ilhas Egéias, e à terra firme a Grécia.
A fé Cybelina foi a primeira das religiões de mistério. As religiões de mistério ensinam com histórias, jogos de iniciação e tradições orais. Várias histórias sobre Attis, o filho/filha e cônjuge de Cybele, apareceram em volta do mesmo tempo que as origens das histórias mitológicas gregas.
O seu culto moveu de Phrygia à Grécia do 6o ao 4o século BCE. Em 203 BCE, Roma adotou o seu culto também.
Da mesma forma que os demais sacerdotes das diversas manifestações da Deusa-Mãe, os sacerdotes de Cybele – chamados de Gallae – também eram predominantemente machos que se auto-castravam em ritual, adotando roupas de mulher e assumindo a identidade “feminina” para toda a vida. Dentro do culto a Cybele, a castração ritual estava associada com a religião de mistério acerca do seu filho e consorte, Attis, que foi castrado, morreu das suas feridas, e foi por ela ressucitado.
Para devotos romanos da Mãe de Cybele Magna que não estavam preparados para ir tão longe, os testículos de um touro, um dos animais sagrados da Grande Mãe, foram um substituto aceitável, como demonstram muitas inscrições da época. Uma inscrição de 160 CE registra que certo Carpus transportou testículos de um touro de Roma ao relicário de Cybele em Lyon, na França.
Cybele em Roma
A história da presença de Cybele em Roma começa por volta do sexto século aC, na alvorada da história romana. Segundo a história, uma velha mulher, carregando nove rolos de pergaminho com as profecias da Sibila, veio ao encontro de Tarquinius Sétimo (e último), o lendário Rei de Roma. Ela lhe pediu trezentas partes de ouro, mas Tarquinius achou que ela fosse uma fraude e se recusou. Ela então queimou três dos rolos que trazia e novamente ofereceu os restantes ao Rei, pelas mesmas trezentas partes de ouro. Mais uma vez Tarquinius recusou-se. Novamente ela queimou mais três rolos de papel. Quando ela ofereceu os três rolos restantes pelas mesmas trezentas partes de ouro, Targuinius suspeitou que ele estava diante da própria Sibila de Cumae e aceitou. Essas foram as profecias Sibilinas originais de Roma. Elas foram alojados nos templos Capitolinos e consideradas os livros mais sagrados de Roma, cusso acesso era limitado a um sacerdócio especialmente treinado que só os consultava em tempos de ameaça a Roma.
Tal ameaça a Roma veio durante as segundas Guerras Púnicas. Os rolos das profecias Sibilinas foram consultados e foi descoberto que um inimigo estrangeiro seria derrotado se a Magna Mater fosse trazida a Roma. Segundo a profecia, Roma não só resistiria ao ataque inimigo, mas prosperaria. A Sibila de Delfos confirmou que a salvação de Roma seria obtida com a chegada de Cybele a Roma.
Uma versão arcaica de Cybele, foi ceremoniosa e reverentemente trazida de Pessinos, na Frígia, chegando a Roma em 12 de abril de 203 aC, onde foi recebida com festas e consagrada como a Magna Mater ou “Grande Mãe”, tendo sido instalada no Templo da Vitória, no Palatino. Essa data foi observada posteriormente como um festival, o Megalesian, até meados do quarto século dC, com jogos, festivais e festas.
Naquele Verão, Scipio derrotou Hannibal e com isso a devoção de Roma a Cybele foi consolidada. O Maetreum no Palatino foi dedicado a ela em 194 aC.
Debaixo do imperador Augusto, Cybele gozou de grande proeminência graças à sua inclusão na ideologia Augusta. Augusto restaurou o templo de Cybele, que foi localizado ao lado do seu próprio palácio na Colina Palatina.
A devoção romana a Cybele consolidou-se fortemente. A fé Cybelina permaneceu a única religião “oficioma até a introdução do Mithraismo. Assim, não foi por mera coincidência que uma basílica cristã foi construída por cima do lugar do templo dedicado a Cybele, sendo rebatizado como a Basílica di Santa Maria Maggiore.
Até ao fim do quarto século e o começo do quinto houve uma tentativa por atacado de apagar totalmente todas as estátuas, escritas, templos e memória de Cybele, Mãe de Magna da cara da terra. Mesmo hoje os eruditos referem-se “ao culto” da Deusa de Mãe que inintencionalmente continua uma tradição da negativa de uma fé que se tinha estendido e foi a religião principal do mundo ocidental conhecido!
Em 284 dC o Império Romano dividiu-se em Império romano do Ocidente e Império Romano do Oriente. Até ao fim do terceiro século dC os Romanos estiveram “nas cordas” o tempo todo. O quarto século veria a subida do catolicismo romano, com a substituição de uma Deusa de Mãe por um deus pai, num claro retrocesso para a humanidade. Agonizava assim o culto a Cybele, que tinha sido a religião oficial de Roma por quase 600 anos e também uma parte muito importante da paisagem religiosa do mundo daquela época.
Era o começo da supressão assassina do Divino Feminino e a destruição por atacado todo o conhecimento antigo na ardência da Biblioteca da Alexandria, incendiada por turbas cristãs fanáticas.
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