O botão “I cried” faz parte do projeto “Goodcry” e está sendo conduzido por Dee Kim & Bistin Chen. Ele pode trazer uma nova forma de expressar sua reação ao assistir algo no YouTube: o choro. Trata-se de um complemento que pode ser adicionado ao Google Chrome e que começa a exibir essa opção assim que a página é aberta, como se fosse o “Curtir” do Facebook.
De acordo com o site do projeto, a intenção é descobrir a relação entre esse ato emocional e a mídia digital de hoje em dia. Além disso, a iniciativa também quer sugerir formas de compartilhar o sentimento causado pelas lágrimas na web, saber quais conteúdos fazem as pessoas chorar e ajudá-las a pensar sobre o que as faz agir dessa forma.
A quantidade de visitantes do YouTube que choraram por causa de um vídeo é indicada ao lado do botão, logo acima da área de exibição. O número de cliques sobre o plugin também é coletado e pode ser visto em uma galeria no site do projeto. Ficou curioso e quer testar? A extensão é facilmente aplicada ao Google Chrome e já pode ser obtida gratuitamente no Baixaki.
Fonte: Adnews, Project Goodcry
Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/youtube/22760-botao-chorei-pode-ser-uma-nova-opcao-do-youtube.htm#ixzz1tHd93DIi
Acessar a internet a partir do celular já se tornou uma realidade para muitos brasileiros. Com smartphones cada vez mais acessíveis – alguns modelos já podem ser encontrados por R$ 300 –, as opções de planos pré-pagos permitem que o consumidor acesse a web gastando menos de R$ 0,50 por dia.
Contudo, antes de escolher um plano apenas pelo valor, é preciso levar em consideração o seu perfil de consumidor e qual será o uso que você fará da internet em seu celular. De nada adianta pagar por um plano que proporcione um pacote diário maior de dados se, em hipótese alguma, você acabará utilizando nem ao menos a metade da franquia disponível.
As tabelas abaixo mostram algumas das opções disponibilizadas pelas próprias operadoras. Todos os valores e condições foram retirados dos sites oficiais da Claro, da Oi, da TIM e da Vivo, com consulta realizada entre os dias 3 e 5 de abril. Dessa forma, os valores são de inteira responsabilidade das companhias e estão sujeitos a alterações.
Além disso, é importante ressaltar que muitas vezes as operadoras podem ser flexíveis com seus planos, oferecendo condições diferenciadas para aqueles consumidores que já possuem outros planos de minutos em ligação e envios de mensagens. Por isso, antes de fechar negócio, vale a pena entrar em contato com a companhia em questão e verificar se é possível contratar uma proposta personalizada.
Planos pré-pagos
Os planos pré-pagos respondem hoje pela maior parcela de consumidores que acessa a internet via celular. De simples configuração, rápido acesso e baixo custo, eles acabam atraindo a maioria dos clientes que têm como perfil o uso de redes sociais e pequenas consultas diárias para leitura de notícias ou emails.
Nessa modalidade de plano, três itens devem ser observados pelo consumidor: quanto será o investimento mensal, qual é a velocidade máxima de conexão e qual é franquia de dados diária que você tem disponível. A forma de contratação, bem como as condições de uso, também varia de operadora para operadora.
Preço e contratação
Este é o principal item que deve ser observado pelo consumidor e, por conta disso, muitas vezes o que parece mais atrativo em uma propaganda pode não ser a condição mais vantajosa no final do mês. Claro, TIM e Oi possuem opções de planos que podem ser pagos apenas pelo dia de uso. Se em 30 dias você utiliza a internet apenas durante 12 deles, pagará apenas pelos dias em que navegou. O custo entre as três é exatamente o mesmo (R$ 0,50 por dia ou R$ 15 por mês).
Contudo, contratar planos com maior período de fidelidade pode acabar pesando menos no seu bolso, caso você utilize o aparelho para navegar em todos os 30 dias. O plano semanal da Oi, por exemplo, custa R$ 2,90 por semana, totalizando R$ 11,60 durante o mês. Na Claro, a opção intermediária é o plano quinzenal (R$ 6,90 a cada 15 dias, totalizando R$ 13,80 por mês).
Quem quiser optar por uma franquia mensal pode economizar ainda um pouco mais. Os planos da Oi e da Vivo podem sair por apenas R$ 9,90 por mês, o que significa na prática um custo de R$ 0,33 por dia. O plano mensal da Claro custa um pouco mais, contudo ainda assim sai mais barato do que as outras opções da operadora.
Pacote de dados e velocidade
O segundo aspecto a ser analisado é qual a franquia disponível dentro do plano que você contratou. As operadoras costumam adotar políticas diferentes, de acordo com o seu tipo de plano. Dependendo do propósito com que você pretende utilizá-lo, contratar um plano com apenas 1 MB por dia, por exemplo, pode não ser o suficiente.
Porém, se o que mais preocupa você é a velocidade de transferência de dados, leve esse item em consideração antes de adquirir um plano. Vivo e Oi oferecem velocidade máxima de até 1 Mbps, o que significa que ela pode ser abaixo desse valor. Já a Claro e a TIM prometem velocidades de até 300 kbps. Em qualquer uma delas, a velocidade é reduzida após a franquia ter sido atingida.
Planos pós-pagos
Para quem está disposto a assumir a mensalidade de um plano de dados, as opções aumentam consideravelmente. Além dos planos tradicionais oferecidos pelas companhias, consumidores que já possuam outros pacotes de dados e mensagens podem ainda personalizar a tarifa, o que faz com que a variação seja grande nesse quesito.
Claro
A operadora Claro está entre as que oferecem um maior número de opções para os clientes. Basicamente, há duas modalidades distintas: controle e pós. Na primeira, após exceder o valor da franquia contratada, o custo por MB a mais é cobrado à parte, chegando a R$ 4/MB. Entretanto, os valores dos planos são de, no máximo, R$ 11,90.
Já na modalidade pós, há nove opções de pacotes de dados. Com exceção da franquia de 10 MB, nas demais a operadora oferece o dobro da franquia contratada. Assim, adquirindo 100 MB, por exemplo, você ganha o direito de transferir 200 MB durante os 30 dias. A velocidade é mantida caso você exceda o valor da franquia, mas os MB a mais são tarifados.
Oi
A Oi também aposta na variedade de planos para seduzir o consumidor. Com velocidade máxima de 1 Mbps, a empresa comercializa seis planos distintos, cuja variação está na franquia mensal disponível. Os pacotes vão de 50 MB a 2 GB e os valores dos planos variam entre R$ 14,90 e R$ 84,90. Após o uso da franquia, não há tarifação, mas a velocidade máxima de navegação é reduzida para 150 kbps.
TIM
A TIM aposta na simplicidade para o consumidor e disponibiliza um único tipo de plano na modalidade pós-paga. Por R$ 29,90 mensais, é possível contratar o Liberty Web Smart, com pacote mensal de 300 MB e velocidade máxima de navegação de 1 Mbps. Após o uso da franquia, a velocidade é reduzida para 50 Kbps.
Vivo
A Vivo é uma das empresas que oferecem a maior variedade de planos. O consumidor pode contratar franquias que variam de 20 MB/mês a 10 GB/mês. Após atingir a franquia contratada, é possível ainda optar entre redução da velocidade, que por padrão é de até 1 Mbps, ou manutenção da velocidade, mediante pagamento adicional. Os valores iniciam em R$ 9,90 e podem chegar a até R$ 199 mensais.
O conselho mais importante: pesquise
Se com relação aos preços não é difícil escolher um plano que se adapte ao seu bolso, nos quesitos velocidade e pacote de dados muitas vezes só na prática é possível definir qual é a franquia que melhor se adequa ao seu perfil. Por isso, depois de enquadrar os valores dentro do seu orçamento, escolha uma plano mais barato e com franquia menor de dados.
À medida que for utilizando, você perceberá se o pacote mensal disponível é suficiente ou não e, caso seja necessário, poderá solicitar a mudança de plano a qualquer momento. Lembre-se: é melhor economizar desde o início até encontrar um plano que se adeque ao seu perfil do que pagar por um serviço que talvez você nunca precise utilizar.
Pessoas ligadas a Kim Dotcom fizeram cópia de todo conteúdo do site. Empresa brasileira deve garantir o pleno funcionamento da página e downloads mais rápidos.
Toda a polêmica em torno da ilegalidade do Megaupload vai acabar em pizza. O site de compartilhamento deve voltar a funcionar amanhã com um domínio semelhante ao antigo, mas com novas políticas para evitar problemas judiciais. A screenshot acima revela o visual da página.
Segundo relato dos cofundadores do site, todo o conteúdo do Megaupload tinha uma cópia oculta em um servidor alternativo. A ideia da nova página é oferecer esses arquivos sem o sistema de contas premium, evitando alegações quanto ao lucro com material de terceiros.
O funcionamento dos servidores e o pagamento da manutenção da página devem ser garantidos por publicidade. Um fato curioso é que os responsáveis pelo novo Megaupload afirmaram que vão hospedar a página no Brasil.
Não há informações que definam o porquê dessa decisão, tampouco existem detalhes sobre a empresa que armazenará os 25 petabytes de arquivos. A mudança de servidor deve garantir uma melhora significativa na velocidade das transferências. Para a alegria de todos, o Megaupload volta ao ar amanhã!
Teste aquático com bomba atômica de 21 quilotons (Fonte da imagem: U.S. Army)
Não há dúvidas de que toda guerra é triste e trágica. Isso piora exponencialmente caso o uso de armas nucleares esteja envolvido. Para constatar os terríveis efeitos de uma bomba atômica, por exemplo, basta assistir aos inúmeros documentários existentes sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki. Porém, também é inegável que muitos avanços tecnológicos e científicos foram desenvolvidos pela indústria militar, especialmente a dos Estados Unidos.
Durante os anos 50, a terra do Tio Sam enfrentava um dos momentos mais tensos de sua história, se preparando para um conflito nuclear com a União Soviética que poderia matar centenas de milhares de pessoas e devastar parte da infraestrutura dos países. Para combater essa ameaça, os conselheiros do então Presidente Harry S. Truman recomendaram aos Estados Unidos um enorme rearmamento para acabar com a “ameaça comunista”.
O início da Guerra Fria
Na ocasião, um relatório de 58 páginas descrevia as ações a serem tomadas pelo país, incluindo a possibilidade de ataques nucleares de prevenção à URSS. Em 1952, a eleição do novo presidente dos Estados Unidos, Dwight David Eisenhower, continuou a “aquecer” a Guerra Fria, ameaçando a URSS de uma “retaliação massiva” caso um ataque fosse feito aos EUA, independentemente do tipo de armamento utilizado, nuclear ou comum.
Entretanto, por volta de 1961, o Secretário de Defesa norte-americano, Robert McNamara, descartou a possibilidade de retaliação massiva e passou a adotar uma estratégia mais flexível para reagir aos possíveis ataques da URSS, evitando, por exemplo, que as cidades soviéticas fossem consideradas como alvos em potencial.
Mísseis poderosos, controles vulneráveis
Inspeção do míssil Minutemen I, de 1962 (Fonte da imagem: U.S. Air Force)
Ao mesmo tempo, os mísseis nucleares norte-americanos ficavam cada vez mais precisos e mais rápidos, reduzindo, por exemplo, o lançamento de um desses projéteis de oito horas para questão de alguns minutos, graças ao uso de propelentes de estado sólido. Tudo isso estava devidamente preparado para o caso de um ataque ter que ser feito às pressas, com a mínima provocação possível do adversário.
Entretanto, o cenário atual das instalações militares gerou uma preocupação: os mísseis eram potentes e fáceis de serem disparados, porém, os controles operacionais para que essa ação fosse executada continuavam tão vulneráveis quanto os de uma década atrás. Em 1963, um documento secreto enviado para o presidente Kennedy descrevia uma série de cenários de ataques nucleares que poderiam colocar os EUA em maus lençóis, incluindo um em que a União Soviética poderia matar de 30 a 150 milhões de pessoas e acabar com até 70% da capacidade industrial do país.
Com base nesses casos, o documento indicava, também, estratégias que o presidente deveria usar para reagir às investidas soviéticas e estabelecer a negociação de cessar-fogo. Entretanto, todas as essas ações exigiam um método de comunicação confiável e que pudesse sobreviver a ataques nucleares.
A vulnerabilidade dos meios de comunicação e dos controles de mísseis assombrou os Estados Unidos durante a era nuclear. Uma explosão atômica na ionosfera, por exemplo, poderia prejudicar toda a comunicação por ondas de rádio FM durante horas, enquanto que algumas detonações em solo poderiam derrubar a central telefônica da AT&T.
Em outras palavras, os Estados Unidos precisavam de um meio de comunicação que permanecesse ativo, para que o contato com as forças de ataque pudesse ser realizado a qualquer momento e de qualquer local, mesmo que elas ficassem espalhadas pelo país como uma estratégia de combate ao ataque do inimigo.
Sendo assim, a RAND, instituição sem fins lucrativos com sede na Califórnia, foi incumbida de apresentar uma solução para o problema. E o resultado entregue pela organização foi revolucionário em diversos aspectos, chegando a guiar os princípios da internet que conhecemos hoje.
À prova de bombas
Com o novo modelo de rede, bombardeios não interromperiam a comunicação
Um pesquisador da RAND, Paul Baran, foi o responsável por uma solução que mudava radicalmente a forma e a natureza da rede de comunicação nacional. As redes convencionais, até então, possuíam comando e controle em seu centro e, a partir dele, o contato era estendido para os outros pontos da rede. Porém, isso era muito arriscado: uma bomba no centro e tudo pararia de funcionar.
Sendo assim, Baran começou a pensar em uma alternativa para esse modelo, uma rede distribuída e que trabalhasse com o conceito de redundância, ou seja, caso uma de suas máquinas falhasse, outra entraria no lugar dela automaticamente. A inspiração veio das teorias neurológicas, que tratavam da maneira como o cérebro poderia continuar operante mesmo após a morte de algumas de suas células.
Entre os detalhes descritos no seu projeto de 1962, intitulado "On Distributed Communication Networks", estava o fato de que, na rede nova, uma mensagem não precisava de uma rota pré-definida para seguir. No modelo novo de comunicação, bastaria preencher os campos remetente e destinatário e, com base nisso, a mensagem encontraria o melhor caminho para chegar ao seu destino.
Monitoramento autônomo
Os diversos pontos que formam a rede, chamados de “nodos”, seriam os responsáveis por monitorar qual a rota mais rápida para cada estação e, a partir disso, direcionar a mensagem. Além de agilizar a comunicação, isso também faz com que o sistema possa desviar dos trechos inoperantes no momento, ou seja, o ataque a uma parte da rede não seria mais uma amaça.
Além disso, Baran também notou que uma mensagem poderia ser enviada mais rapidamente caso ela fosse quebrada em pequenos “pacotes” de informações, que trafegariam independentemente pela rede, reunindo-se no destino final. Apesar de as ideias serem ótimas, havia um problema: como isso tudo seria implementado era um verdadeiro enigma, já que a tecnologia analógica da época não atendia aos requisitos exigidos pelo projeto.
Para isso, Baran tinha uma proposta radical: unir computação e comunicação, duas áreas que, para a época, eram consideradas tão distintas que isso chegou a preocupar o pesquisador.
A implementação das ideias de Baran
Em 1965, as ideias de Baran foram repassadas, pela RAND, para a Força Aérea dos Estados Unidos, para que dessem continuidade à pesquisa e desenvolvimento do projeto. Como é fácil de ter percebido, o projeto já continha a base da internet que conhecemos hoje. Entretanto, não foi fácil convencer a AT&T, que detinha o monopólio da rede telefônica na época, de que seria importante colocar os novos conceitos em prática, para testá-los.
Como as ideias eram inovadoras demais para aquele tempo, a AT&T demonstrou muita resistência. Mesmo com experimentos acadêmicos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em 1965, que conseguiram realizar a troca de pacotes de dados entre computadores de cidades diferentes ligados em rede, a telefônica da época não demonstrou interesse no meio de comunicação digital, mesmo com as estimativas de que o novo modelo seria muito mais barato de se manter do que o analógico, cuja manutenção custava cerca de US$ 2 bilhões anuais.
Representação gráfica dos diferentes modelos de redes de comunicação
Por essas razões, a AT&T não aceitou a proposta da Força Aérea. A única alternativa era a Agência de Comunicação de Defesa (DCA), mas Baran não acreditava que eles estariam interessados. Por não entenderem muito bem o conceito por trás da comunicação digital, empresas e organizações não viam o projeto com muito ânimo.
Depois disso, o projeto foi arquivado. Foi só em 1969, quando a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA) começou a desenvolver um projeto de terminais interconectados com o propósito de compartilhar recursos computacionais, o material desenvolvido por Paul Baran foi uma das fontes consultadas. Assim, podemos dizer que a resistência da troca de pacotes de dados que temos hoje na internet se deve, em grande parte, a uma pesquisa iniciada para desenvolver uma rede capaz de sobreviver a um ataque nuclear.
E como se não bastasse, Paul Baran, que faleceu em março de 2011, também está entre os criadores de outra invenção muito útil nos dias de hoje: as passagens com detectores de metal usadas em aeroportos do mundo todo.
....
Esse é o começo da história adaptada pelo site Ars Technica e contada por Johnny Ryan no livro “A History of the Internet and the Digital Future”. Infelizmente, a obra ainda não foi lançada no Brasil. Para saber um pouco mais sobre o desenvolvimento da internet, não deixe de conferir os infográficos sobre a história da internet até os anos 80 e durante os anos 90. Além disso, para complementar ainda mais o assunto abordado, há um artigo especial sobre a trajetória da internet no Brasil.
Saiba que a internet e as redes sociais também tiveram antecessores muito curiosos, que não fizeram sucesso devido a problemas gerenciais ou, simplesmente, por terem sido criados em uma época em que o custo era alto demais.
Antes da internet, houve a Viewtron
Flórida, Estados Unidos, 1980: cerca de 5 mil cidadãos comuns trocam mensagens, leem notícias e até se divertem com games em uma rede que se assemelhava muito à internet, quase dez anos antes de o cientista inglês Tim Berners-Lee inventar a World Wide Web.
A Viewtron, como era conhecida, era uma rede fornecida pela empresa de mídia Knight Rider e a telefônica AT&T. Para usá-la, havia uma série de pré-requisitos: para começar, era necessário ter um terminal com teclado dedicado exclusivamente para a Viewtron. Esse equipamento era fornecido pelas empresas a um custo que ia de US$ 600 a US$ 900.
Mais tarde, com a popularidade dos computadores pessoais, a Viewtron passou a oferecer suporte para máquinas da Apple e IBM, além dos famosos Commodore. Também era necessário ter uma TV em cores, pagar a mensalidade de 12 dólares (com primeiro mês grátis) e dispor de uma linha de telefone para a comunicação com a central, que tinha um custo adicional de 1 dólar por hora. No vídeo acima, é possível conferir o equipamento e a interface usada pela rede.
A ideia por trás do serviço era muito simples: novas maneiras de jornais e revistas se comunicarem com seus leitores, nova modalidade de vendas de anúncios e a promessa de que os assinantes poderiam fazer compras e realizar transações bancárias sem precisar sair de casa, além de se informar e trocar mensagens com outras pessoas. Qualquer semelhança com a internet de hoje é mera coincidência.
Os primórdios das redes sociais
Friendster não soube aproveitar a demanda de seus usuários
A precursora das redes sociais surgiu em 1997 e se chamava Six Degrees. Curiosamente, o site sobreviveu até 2001, quando começou a ser substituído por serviços semelhantes e com mais potencial. Um desses “concorrentes” foi o Friendster, que por pouco não abocanhou o mercado que hoje pertence ao Facebook.
Lançado em maio de 2003, o Friendster conquistou milhões de adeptos em apenas alguns meses depois do lançamento. Em 2005, o site contava com 17 milhões de pessoas inscritas, mas a sua glória não durou muito. O serviço não conseguiu manter sua popularidade nem lidar com problemas que, na época, eram grandes demais.
Para começar, os responsáveis pelo Friendster não conseguiam trabalhar com a carga de processamento exigida para uma quantidade tão grande de usuários. Assim, no fim de 2003, era comum que uma página da rede levasse até meio minuto para ser carregada completamente.
Além disso, as primeiras versões do serviço permitiam apenas a criação de perfis individuais, não oferecendo suporte para a inclusão de grupos ou comunidade. Isso levou muitos usuários a “burlarem” o sistema criando perfis falsos e adicionando amigos. Dessa forma, as páginas do “Homer Simpson” ou da banda “U2” acabavam se transformando, de certa forma, em uma espécie de fã-clube. Esse tipo de perfil ficou conhecido como “fakester”.
Passo em falso
Infelizmente, em vez de perceber a demanda que os usuários exigiam e supri-la de alguma forma, a rede começou a caçar esses perfis falsos e a deletá-los, enfurecendo as pessoas e fazendo com que elas migrassem para redes concorrentes.
Essas lições foram levadas em conta por sucessores do Friendster, como o MySpace e o Facebook, que apoiam a criação de páginas para divulgação de bandas, grupos e até bichos de estimação. Recentemente, o Friendster reabriu como uma rede para gamers e voltado para o mercado asiático.
(Fonte da imagem: Reprodução/Morte Súbita)
Com raras exceções, há poucas pessoas no mundo que não possuam alguma atração por assuntos que envolvam o desconhecido, tragédias humanas ou imagens bizarras. Claro, não é sempre que um assunto assustador é bem-vindo, mas, contanto que seja de forma controlada, é até saudável se assustar de vez em quando.
E qual lugar melhor que a internet para dar vazão a esse desejo? Basta realizar uma simples busca no Google para revelar milhares (e às vezes até mesmo milhões, dependendo do idioma utilizado) de páginas feitas por pessoas que dedicam seu tempo a explorar o lado mais sombrio da existência.
Neste artigo, reunimos alguns exemplos dos melhores sites em que você pode encontrar grandes doses de tragédias, destruição, sangue e assuntos bizarros. Muitos deles envolvem imagens consideradas bastante fortes e nenhum é recomendado para quem sofre com problemas do coração ou tem o estômago fraco.
A descrição que os administradores do site Morte Súbita fazem sobre o endereço já é suficiente para justificar uma visita. Segundo eles, o local é “uma agência de blasfêmias e um santuário de heresias que visa explorar realidades alternativas e dar suporte a minorias conceituais”. (Fonte da imagem: Reprodução/Morte Súbita)
Na prática, eles se dedicam a publicar artigos envolvendo qualquer espécie de conteúdo polêmico ou que já tenha sido proibido por alguma pessoa ou entidade. É possível perder várias horas do dia lendo textos interessantes que envolvem temas como ocultismo, vampiros, seitas secretas e alienígenas.
O que mais se destaca no site é a seriedade como a maioria dos temas é tratada. Em vez de apelar simplesmente para o senso comum, os membros do site procuram fontes históricas e tratam temas polêmicos com uma visão que, se não totalmente imparcial, ao menos não se mostra preconceituosa ou evangelizadora. Tudo isso faz com que o Morte Súbita seja uma parada obrigatória para qualquer fã de assuntos considerados controversos.
Um verdadeiro clássico da internet brasileira, há mais de 10 anos o Assustador se dedica a suprir os desejos de quem gosta de ler sobre temas que envolvem assassinatos violentos, alienígenas, doenças e desastres. Como o próprio nome do endereço já deixa claro, a intenção de todo o seu conteúdo é simplesmente provocar medo e apreensão entre os visitantes. (Fonte da imagem: Reprodução/Assustador)
O que se destaca aqui é a grande seleção de imagens, especialmente aquelas relacionadas a mortes violentas. Embora grande parte delas não seja muito diferente do que vemos em um jornal diário, muitas são capazes de provocar sensações ruins nos mais fracos (o que as torna perfeitas para assustar um irmão ou primo mais jovem).
O triste é perceber que o site simplesmente parou no tempo, algo que fica evidente principalmente devido a seu design antiquado. Além disso, a frequência com que novas atualizações são feitas é bastante baixa — no momento em que este artigo foi escrito, a última novidade havia sido publicada em 28 de dezembro de 2011.
O PlaneCrashInfo.com é uma página inteiramente dedicada a falar sobre tragédias envolvendo aviões. Portanto, caso você seja daqueles que precisa tomar um sedativo antes de embarcar em uma viagem, a leitura dos artigos disponíveis no endereço não é nada recomendada. (Fonte da imagem: Reprodução/PlaneCrashInfo.com)
Além de publicar informações sobre os modelos das aeronaves, quantidade de pessoas a bordo e número de fatalidades, o site conta com uma seção que serve como um verdadeiro mural de fotos desse tipo de acidente. Para completar, é possível conferir um ranking das 100 piores tragédias aéreas da história da humanidade.
Conforme o nome já deixa claro, o assunto do Sobrenatural.org são todas as manifestações que fogem ao que consideramos como normal. Fantasmas, espíritos, assombrações — seja qual for a forma como você denomina esse tipo de manifestação, o endereço é um
prato-cheio para quem gosta do assunto. (Fonte da imagem: Reprodução/Sobrenatural.org)
A página também se dedica a vários outros temas, incluindo coisas tão distantes entre si quanto gigantes, budismo e o Triângulo das Bermudas. O que mais surpreende é a imensa quantidade de conteúdo, que é produzido tanto pelos profissionais do site quanto por seus visitantes — somente na parte de conteúdos aguardando liberação, há mais de 7,9 mil artigos.
Parte do site About.com, o Urban Legends tem como principal objetivo esclarecer a verdade em relação a lendas urbanas comuns. Embora a maioria dos textos seja pautada pela objetividade, em alguns casos é possível se divertir bastante com as histórias e perguntas enviadas pelos leitores. (Fonte da imagem: Reprodução/About.com Urban Legends)
O que se destaca na página é grande variedade de divisões existentes, que abrangem temas que vão de celebridades até histórias de acampamentos. Não deixe de conferir a seção que reúne os artigos mais populares do site, que constitui uma parada obrigatória para entender os motivos para a sua existência. Muitas vezes, os esclarecimentos feitos pela equipe de redatores são mais interessantes que os contos bizarros que povoam o site.
O Horrorfind.com é dedicado a qualquer assunto que provoque medo nas pessoas, sejam histórias supostamente reais ou filmes cujo objetivo é assustar quem assiste a eles. A página serve como um imenso catálogo de links úteis, e basta navegar pelas categorias listadas para acessar rapidamente uma quantidade bastante variada de conteúdo. (Fonte da imagem: Reprodução/Horrorfind.com)
Vale notar que, devido à grande quantidade de temas abrangidos e à idade avançada do endereço, muitas das ligações disponíveis simplesmente redirecionam para páginas com mensagens de erro. Mesmo que isso gere um pouco de dor de cabeça, o site continua sendo uma bela forma de descobrir itens que nem sempre conseguem a atenção que merecem na internet.
De origem mitológica, a palavra “narcisista” se refere às pessoas que são apaixonadas por suas próprias imagens. Na era da web 2.0, isso poderia ser adaptado para aquelas pessoas que estão constantemente buscando ser vistas – talvez por se julgarem muito mais agradáveis do que os outros ou mesmo pela necessidade constante de atenção. E uma pesquisa da Universidade de Western Illinois (EUA) mostra exatamente isso.
Segundo Chris Carpenter, o autor dos estudos, o número de amigos que uma pessoa tem no Facebook reflete diretamente no nível de narcisismo dela. Existe uma relação direta entre o número de atualizações que cada pessoa publica e a quantidade de amigos – afinal de contas, quanto mais possibilidades de visualização, maior é a vontade dos narcisistas da web de serem vistos.
Carpenter contou ao Mashable que é quase incontável o número de vezes em que as pessoas mais narcisistas escrevem as palavras “I” e “me” (ambas representando “eu”) na rede social. Isso pode ser visto não apenas nas postagens próprias, mas também em comentários realizados em outros perfis. Você conhece alguém que seja assim?
Que a Google — tal qual outras grandes empresas — tem muitos segredos a esconder ninguém duvida. Mas você faz ideia de todo o esforço empregado pela empresa de Mountain View para que suas soluções fiquem longe do alcance de bisbilhoteiros industriais?
Para evitar roubo de informações, os servidores da Google localizados no Vale do Silício estão não somente sob forte esquema de segurança, mas também em quase total escuridão. Os funcionários que precisam trabalhar com eles recorrem a indumentárias semelhantes às de mineiros, com capacetes com lanterna, para se guiar pelos corredores e salas.
Quem traz à tona um pouco dessa realidade é uma reportagem da revista Wired sobre os servidores da Google alocados na Equinix, uma das mais famosas companhias de arrendamento de servidores e instalações para serviços do gênero.
Além de manter dados armazenados em locais escuros, a Google trata de criar seus próprios equipamentos de rede e armazenamento, talvez para evitar plugs desconhecidos sendo ligados aos seus servidores. O próximo passo é a construção de data centers próprios.
Escuridão total
Segundo Chris Sharp, representante da Equinix, a gigante da web não se contenta apenas com a escuridão das gaiolas em que se encontram os seus servidores. Quando novos aparelhos foram levados pela Google ao local, foi solicitado que eles permanecessem sem nenhuma luz. “Tínhamos que desligar todas as luzes do teto também, e os caras colocavam os capacetes com luzes que você vê em mineiros”, relata.
Apesar de boa parte das operações da Google ser realizada em completo sigilo, Sharp revela que a empresa tem “se soltado” nos últimos anos. Em 2009, uma janela foi aberta pela companhia em um data center construído pela própria Google dentro da Equinix. O objetivo da fenda era ventilar as novas instalações.
Abrir a página inicial do Google, digitar um termo e aguardar pelos resultados da busca é uma das tarefas mais simples que você pode fazer na internet. O serviço da gigante de Mountain View conquistou boa parte de sua fama aliando simplicidade no uso com um eficiente algoritmo, capaz de encontrar até mesmo as opções mais remotas de sites na web.
Contudo, o que você não percebe é que por trás desse processo simples existe uma grande necessidade de recursos sendo consumidos. No exato momento em que você faz as suas buscas, milhões de outras pessoas em todo o planeta também estão fazendo o mesmo. Então, como é que não acontece uma pane no sistema e o site permanece no ar, apesar do tráfego de dados cada vez maior a que é submetido? (Fonte da imagem: Ars Technica)
Aguentando tudo
O sistema de armazenamento de backups do motor de busca precisa ser capaz de atender a milhões de requisições simultaneamente. Além disso, o tamanho do espaço precisa crescer continuamente para acomodar as novas páginas da web. No total, esses processos consomem mais de 20 petabytes por dia.
A mesma situação vale para outros gigantes da rede mundial, como o Facebook e a Amazon. Apesar das arquiteturas tradicionais mais eficientes existentes, ainda há o risco de que um número expressivo de internautas acessando um determinado serviço ao mesmo tempo gere um gargalo no desempenho do fluxo de dados. Milhões de acessos simulatâneos. (Fonte da imagem: Reprodução/Google)
Para conseguir dar vazão a uma quantidade de dados em constante crescimento, empresas como Google, Microsoft e Facebook adotaram um tipo diferente de solução de armazenamento: trata-se de um sistema de arquivos distribuídos tendo como parâmetro um objeto-base de armazenamento.
Em outras palavras, a arquitetura de nuvens das grandes empresas separa os metadados (dados referentes a um conteúdo específico) a partir do conteúdo em si. Ou seja, ao acessar uma foto, por exemplo, você tem acesso primeiro às informações sobre a imagem (dados) para somente depois reunir os dados e acessar a imagem propriamente dita. Essa técnica reduz consideravelmente os volumes de leitura e escrita de conteúdo.
Google File System
A Google foi a primeira das grandes empresas a enfrentar o problema do crescimento da informação em larga escala. Em 2003, os engenheiros da empresa criaram o Google File System (GFS), centro estratégico de armazenamento de dados da companhia e base para quase todos os serviços da empresa. (Fonte da imagem: Reprodução/Google)
A empresa tende a armazenar os dados para as suas aplicações em arquivos enormes que funcionam como uma espécie de “poupa-tempo”. Centenas de máquinas coletam esses dados e aplicativos específicos analisam e combinam as informações, muitas vezes quando os dados ainda estão sendo gerados.
Detalhes técnicos de como funciona o GFS são guardados a sete chaves pela empresa. Para a Google, é muito mais importante ter velocidade no acesso às informações do que qualquer outra coisa. Além disso, é importante que o sistema possa trabalhar com uma margem capaz de suprir eventuais falhas.
Contudo, alguns detalhes adicionais já são de conhecimento do público. A GFS é composta por três camadas: um cliente GFS que lida com solicitações de dados de aplicativos, um servidor-mestre, que usa um índice de memória para rastrear os nomes dos arquivos, e os servidores em si. Cada servidor-mestre é capaz de lidar com 100 milhões de arquivos.
O mais novo fenômeno da internet também conta com um jogo próprio. Agora, qualquer um pode assumir o papel de Casey Heynes, conhecido popularmente como o garoto Zangief, e acabar de vez com os valentões do colégio. Tudo isso diretamente no navegador, com uma jogabilidade semelhante aos antigos arcades.
Casey Heynes ganhou notoriedade após um vídeo amplamente divulgado, no qual, cansado dos abusos sofridos por um bully, o agarra e joga violentamente no chão. Não demorou para que surgissem comparações do golpe com o famoso pilão de Zangief, conhecido lutador do jogo Street Fighter.
Acabe com os valentões do colégio
Zangief Kid – The Game possui jogabilidade e objetivos bastante simples. Enquanto as teclas direcionais controlam a movimentação do personagem, a barra de espaço aciona o uso do pilão que o tornou famoso. Porém, uma regra tem que ser respeitada: o jogador só pode atacar em defesa própria, quando a barra de vida estiver em condição crítica.
Para obter a vitória no jogo, é preciso se livrar de todos os adversários que povoam o corredor da escola. Isso tudo antes que o contador no canto direito da tela chegue ao final – neste caso, é preciso começar tudo de novo. Os jogadores mais habilidosos são premiados com a exibição em destaque de seus nomes entre as maiores pontuações mundiais.
O único requisito necessário para assumir o papel do Zangief Kid é possuir o Unity Web Player instalado na máquina. Clique aqui para ser redirecionado à página com o link para download e mais informações sobre o software.
Amantes do cinema têm mais uma opção para encontrar filmes de qualidade na internet. O site Crackle acabou de chegar ao Brasil, trazendo uma série de obras consagradas e outros títulos menos conhecidos para quem quer se divertir com vídeos de alta qualidade de streaming. O melhor de tudo é que o Crackle faz parte da Sony Pictures – ou seja, não há qualquer forma de pirataria envolvida.
Se você gostou da ideia, basta clicar sobre este link para acessar o Crackle Brasil. Você pode pesquisar os filmes por gêneros ou mesmo pelo título. Depois de localizar, só será preciso clicar sobre o botão “Assista agora” e esperar enquanto o vídeo é carregado – como o serviço é gratuito, propagandas dos canais de televisão Sony são mostrados nesse momento.
Há informações de que cerca de 150 filmes estarão disponíveis para os clientes. Os estúdios que já estão confirmados no Crackle são Columbia Pictures, TriStar Pictures, Screen Gems e Sony Pictures Classics. Apesar de ser possível efetuar um cadastro no sistema, ele não é exigido para assistir aos filmes.
Diversas leis regem nossas vidas. Além das regras de trânsito e da constituição de cada nação, há também as leis da física que, por mais rígidas que sejam, às vezes parecem ser contrariadas. E como não podia deixar de ser, o mundo da tecnologia também tem suas máximas, que dificilmente são quebradas.
Como listado pelo site TechRadar, são pelo menos dez adágios que regem os avanços tecnológicos e a internet nos dias de hoje. Confira na relação a seguir!
1. Lei de Moore: a mais famosa de todas
Essa é, provavelmente, a lei tecnológica mais conhecida por todos. Estabelecida por Gordon E. Moore, a regra diz que o número de transistores que podem ser colocados em um circuito integrado dobra a cada dois anos.
Em 2011, a lei acabou recebendo uma atualização, e o número de transistores passou a dobrar a cada 18 meses, provando que seu autor estava, no mínimo, muito próximo da realidade.
2. Lei de Kryder: HDs maiores e mais baratos
Esta regra criada por Mark Kryder, vice-presidente da Seagate Corp., pode ser comparada com a famosa Lei de Moore. Entretanto, a Lei de Kryder diz respeito aos HDs. Nas palavras do autor, a cada 18 meses a densidade de um disco magnético dobra, e o preço cai pela metade. Entre outras vantagens, isso possibilita que serviços online possam oferecer cada vez mais espaço para seus clientes, sem cobrar a mais por isso.
Em um artigo publicado pela Universidade Mellon Carnegie, Kryder estima que, por volta de 2020, um HD capaz de armazenar mais de 14 terabytes de dados custará cerca de US$ 40 (R$ 70). Entretanto, vale a pena lembrar que os SSDs não obedecem a essa regra.
3. Lei de Wirth: software lento, hardware ligeiro
Você já parou para se perguntar por que o seu computador com muitos núcleos de processamento e quantidade absurda de memória RAM parece tão rápido quanto qualquer PC comum? Essa questão foi respondida por Niklaus Wirth em 1995, quando o criador da linguagem de programação Pascal estipulou a seguinte máxima: o software se torna mais lento de maneira mais rápida do que o hardware se torna mais veloz.
Muitas vezes, essa lei é atribuída a Larry Page, fundador da Google. Porém, a autoria, de acordo com Wirth, é mesmo de Martin Reiser, que no prefácio do livro “The Oberon System” estipula que “um observador crítico pode perceber que o software ultrapassa o hardware em lentidão e tamanho”.
Uma variante da Lei de Wirth também foi proferida pelo fundador da Microsoft, Bill Gates. Entretanto, a Lei de Gates é muito mais bem humorada: a velocidade do software comercial, normalmente, reduz em 50% a cada 18 meses, negando todos os benefícios divulgados pela Lei de Moore. Isso pode acontecer por diversas razões, como adição de recursos extras e complicados, código de má qualidade, preguiça do desenvolvedor ou mudança de gerente cuja filosofia de desenvolvimento não coincide com a do gerente anterior.
4. Lei de Metcalfe: o valor de uma rede
Apesar de, originalmente, essa lei tratar de computadores e máquinas de fax, ela também pode ser aplicada à internet e serviços online, como o Facebook. De acordo com Robert Metcalfe, engenheiro elétrico que ajudou a inventar a ethernet e fundou a 3Com, o valor de uma rede de telecomunicação equivale ao dobro do número de usuários conectados a ela.
5. Regra 34: pornografia por todo lado
Esta é muito simples e direta: “Se alguma coisa existe, há também uma versão pornô dela. Sem exceções”. Acredita-se que a regra 34 veio de uma história em quadrinhos online, que ficava hospedada no endereço zoomout.co.uk. Porém, também é possível que o autor da HQ tenha tirado a frase de algum email anônimo que circulava pela web.
Hoje, essa lei foi complementada e define que, caso a versão pornô de algo não seja encontrada, ao se falar dela na internet, algum artista vai, imediatamente, começar a produzir uma animação japonesa erótica (hentai) sobre o assunto.
6. Lei de Goodhart: a irrelevância dos demonstradores sociais
O professor de economia e conselheiro do Banco da Inglaterra, Charles Goodhart, estabeleceu em 1975 que “qualquer regularidade estatística observada tenderá a entrar em colapso assim que for colocada sobre ela alguma pressão com o objetivo de manter o controle sobre algo”. Em outras palavras, a regra estipula que se você define metas para tentar fazer com que algo bom aconteça, as pessoas encontrarão uma forma de atingir essas metas sem que tenham, necessariamente, que melhorar em algum ponto, tornando todo o trabalho inútil.
Um dos melhores exemplos vem do Google: quando o mecanismo de buscas passou a usar os links de entrada no PageRank para tornar a pesquisa mais relevante, spammers criaram sites especialmente programados para fornecer links e começaram a encher de spam os comentários de blogs, sempre com o objetivo de ganhar uma posição melhor entre os resultados.
7. Lei de Fitt: mais usabilidade em softwares e eletrônicos
É possível perceber a presença da Lei de Fitt em sistemas como o Mac OS X (Fonte da imagem: Divulgação/Apple)
A ergonomia e a usabilidade de produtos eletrônicos são essenciais para que o produto seja bem aceito. Interface estranha e ações complicadas podem funcionar como barreiras e afugentar prováveis clientes.
A Lei de Fitt define um comportamento que deve ser repetido como um mantra para designers de interface: a dificuldade de atingir um alvo é uma função da distância do alvo e do seu tamanho. Lendo essa frase, tudo parece muito óbvio. Mas é ela que define, por exemplo, a probabilidade de alguém clicar no botão “Concordar” em vez de “Cancelar”. Ou a agilidade com que uma pessoa acessará as opções do menu de um software.
8. Lei de Amara: pense nas tecnologias em longo prazo
Lei de Amara explica o comportamento dos fãs da Apple (Fonte da imagem: Divulgação/Apple)
O cientista Roy Amara definiu uma regra que encoraja todos a pensarem um pouco mais sobre a tecnologia: “Nós tendemos a sobrestimar o efeito de uma tecnologia em curto prazo e a subestimar o efeito em longo prazo”. Isso pode ser facilmente constatado quando um novo gadget de alguma marca famosa é lançado no mercado. Nos primeiros dias, a reação dos internautas é muito grande, mas quantos desses equipamentos continuam recebendo tanta atenção depois de meses ou anos?
9. Lei de Linus: o jeito Linux de ver as coisas
Linus Torvalds: criador do Linux e de duas leis da informática (Fonte da imagem: Wikimedia Commons)
Linus Torvalds, criador do sistema operacional Linux, é responsável por duas leis. A primeira delas é descrita por Eric S. Raymond no livro “A Catedral e o Bazar” e diz que, dado o número suficiente de colaboradores em um projeto, qualquer bug pode ser detectado e corrigido. Essa é, basicamente, a filosofia por trás do desenvolvimento do Linux e da Wikipédia: com muitas pessoas trabalhando ao mesmo tempo, é provável que diversos erros possam ser gerados. Mas se houver um grande número de colaboradores, os erros serão detectados e corrigidos rapidamente.
Entretanto, no livro “A Ética Hacker e o Espírito da Era da Informação”, Linus nos brinda com outra máxima: a motivação para qualquer coisa cai em três categorias: sobrevivência, vida social e entretenimento. Isso explica, por exemplo, por que algumas pessoas colaboram com projetos de código-fonte aberto.
“À medida que cresce uma discussão online, a probabilidade de surgir uma comparação envolvendo Adolf Hitler ou nazismo aproxima-se de um (100%)”. Criada pelo jurista Mike Godwin, em 1999, essa regra passou a dominar os fóruns de discussões, sendo que muitos participantes desses pontos de encontro virtuais concordam que, depois de uma comparação não irônica ao nacional-socialismo, qualquer discussão está acabada. Mas há quem discorde, alegando que essa é uma atitude muito nazista.
Se um dia disseram para você: “O seu signo é Peixes com ascendente em Libra”, esqueça! A verdade sobre os horóscopos é muito diferente e pode ser muito divertida para quem é viciado em tecnologia. Conheça agora um pouco mais sobre os 12 signos do zodíaco nerd e veja se a equipe de astrologia do Tecmundo acertou ao traçar o seu perfil.
Máquina do Tempo (20 de março a 20 de abril)
Não há pessoa mais à frente do seu tempo do que os nascidos sob a regência do signo da Máquina do Tempo. Também não há ninguém mais atrás do seu tempo do que eles. Para sermos sinceros, quando o assunto é tempo, não há quem possa ser mencionado mais vezes do que os temporinos. Nota das provas de história: dez.
Temporinos são aventureiros por natureza e também, por isso, são pioneiros em todos os seus investimentos. Há quem diga que Sergey Brin e Larry Page seriam os exemplos vivos da possibilidade de viajar no tempo: vieram do futuro com a receita do Google e hoje são os donos da internet. Exemplos confirmados até agora são Dr. Doc Brown e Marty McFly.
Amor
Neste mês, você vai encontrar o amor da sua vida. Caso esta previsão esteja errada, por favor volte no tempo e tente outra vez.
Serviço Secreto (21 de abril a 20 de maio)
Estar em frente à pessoa mais misteriosa que você conhece significa estar na presença de um secretiano. A influência das sete estrelas da constelação de Bond faz com que todos sejam introspectivos e discretos. Por isso, preferem relacionamentos pela internet a encontrarem companhia no “mundo real”.
A maior qualidade que pode ser encontrada neles é a persistência. Você jamais encontrará um secretiano que desiste de seus objetivos. Inspirados pelo poder de Sherlock, eles não deixam as oportunidades passarem e, mesmo diante de dificuldades extremas, não desanimam. Muitos são hackers poderosos, como GeoHot(responsável pelo desbloqueio do PS3).
Amor
Todo o mistério que envolve os secretianos os transforma em verdadeiros sedutores. É quase impossível não se deixar levar pelo encanto deles. Os pares perfeitos para eles são os filhos de Grana Preta (devido às possibilidades de “sumir” a qualquer momento, para qualquer lugar) e de Léguas (afinal de contas: os opostos se atraem, não é mesmo?).
Léguas (21 de maio a 20 de junho)
Devido à extroversão e capacidade de comunicação, sua voz é reconhecida em qualquer lugar a que vai. Há quem diga que eles gostam de aparecer, mas essa indiscrição natural faz com que os leguinos sejam espontâneos e verdadeiros. São os mais ativos em fóruns e sempre lideram as comunidades em que participam.
O signo de Léguas ganhou esse nome por um motivo: os nascidos nas datas abrangidas por ele possuem influência direta da constelação Barba Ruiva (constituída pelas almas estrelares dos maiores piratas e corsários da história: Barba Ruiva, Barba Negra, Jack Sparrow e Capitão Gancho).
É fácil reconhecer um leguino. Geralmente eles são os vocalistas das bandas de Guitar Hero e Rock Band. Além disso, também é frequente encontrar os regidos por Léguas em campeonatos de games de dança do Kinect. O problema é que, às vezes, gostam de aparecer mais do que os outros podem suportar.
Amor
É preciso admitir que pouca gente está disposta a ouvir relatos de viagens gloriosas no alto-mar o tempo todo, por isso são poucos os signos que são compatíveis com os leguinos. O amor geralmente surge para qualquer signo, mas somente os magianos e espacianos conseguem suportá-lo por bastante tempo.
Magia (21 de junho a 21 de julho)
Pessoas exotéricas fazem parte do signo da Magia. São sonhadores por natureza e vivem em busca do aplicativo perfeito na App Store, mas acabam frustrados por gastarem alguns dólares em um jogo que não se parece com o que procuravam. Mas são perseverantes e não desistem facilmente: nota-se pela fatura do cartão de crédito que cita a Apple todos os meses.
Mesmo assim não concordam com o jailbreak, pois têm certeza de que o “app perfeito” que tanto querem não virá sem a aprovação das estrelas de Jobs, que os influencia fortemente: “Magical”. Outra característica dos magianos é a coragem: vivem experimentando novos softwares nos computadores e novas armas nosMMORPGs.
Amor
Devido à natureza exotérica, os magianos entendem que a influência dos planetas está em todos os lugares e são apaixonados pelos regidos por eles. Exatamente, o signo que mais combina com os magianos é o de Planetário.
Grana Preta (22 de julho a 22 de agosto)
Possuem coragem natural para criar novas alternativas e sempre estão em busca de melhorias em seus dons. O Photoshop é a varinha mágica dos granianos, que também adoram os softwares de realidade aumentada que surgem em seus caminhos. São nobres e buscam sempre ajudar ao próximo, criando tutoriais e videoaulas para disponibilizar na internet.
Apesar da denominação dos signos, não são necessariamente ricos. O nome foi dado porque o Grana Preta é influenciado por duas constelações originadas pela explosão de impérios milionários: Stark e Wayne.
Amor
A constante necessidade de inovação dos laboratorianos atrai os granianos de uma maneira incontrolável. O amor não demorar a surgir quando eles se encontram e essas relações tendem a durar. Os regidos pela Grana Preta ainda são compatíveis com os secretianos, que adoram uma boa viagem sem rastros.
Circuitos (23 de agosto a 22 de setembro)
Imagine uma pessoa perfeccionista: esse é o circuitino! Circuitinos não admitem falhas e muitas vezes são confundidos com robôs. Mas é preciso admitir que o senso de organização deles é invejável, fazendo com que seus quartos sejam mais bem organizados do que um computador recém-formatado.
Todos os astrólogos concordam que circuitinos são os melhores programadores do mundo, pois a crítica que fazem também vale para eles mesmos. Não suportando erros, corrigem todas as falhas de seus projetos antes mesmo que elas sejam percebidas. Também respeitam as leis de Asimov e juram jamais ferir outros seres humanos.
Amor
A influência da constelação de bytes faz os circuitinos apreciarem os laboratorianos e seus espíritos de inovação. Outro par possível é formado com os temporinos, que unem o pioneirismo com o perfeccionismo para que nasça um casal quase perfeito.
Hiperespaço (23 de setembro a 22 de outubro)
Uma pessoa que luta por seus objetivos é o regido pelas estrelas do Hiperespaço. Essa região do universo (que foi conhecida quando Han Solo e sua nave Millenium Falcon voavam em busca de recompensas) influencia os nascidos sob sua regência, tornando-os muito idealistas e ansiosos, querendo sempre resolver todos os problemas rapidamente.
Gentis, são sempre os primeiros a cederem a vez na partida de Street Fighter e também adoram compartilhar os ringtones favoritos por Bluetooth. Podem ser considerados os justiceiros da tecnologia e sempre estão em busca de redução nos impostos de componentes eletrônicos.
Amor
Como são muito idealistas, conseguem se relacionar muito bem com pessoas perfeccionistas como os circuitinos. Também adoram o espírito inovador dos temporinos e, por isso, formam com estes casais muito bem alinhados.
Meia-morte (23 de outubro a 21 de novembro)
Quem é regido por este signo não atende à influência das estrelas comuns, mas sim à das estrelas mortas. Por isso, estão constantemente se transformando. Alguns astrólogos os chamam de zumbis do zodíaco, pois além de sofrerem influência das estrelas mortas, são os mais contagiantes de todos.
São nostálgicos e apaixonados por tecnologias mortas. Em uma conversa rápida, você pode descobrir que eles usam disquetes no lugar de pendrives e ainda jogam Atari em televisores monocromáticos. Só abandonaram o Windows 98 porque a Microsoft parou de oferecer suporte.
Amor
São completamente apaixonados pelo poder natural dos magianos, mas os relacionamentos mais estáveis são com os laboratorianos. Com estes, os mortianos (ou zumbis) podem conquistar o mundo com a mistura entre a força contagiante e a necessidade de inovação.
Planetário (22 de novembro a 21 de dezembro)
Os seus amigos sempre dizem que você vive no Mundo da Lua e está constantemente tropeçando enquanto caminha, porque se concentra mais no iPad do que na calçada. Admitamos: gadgets touchscreen são a perdição para os planetarianos.
É normal dizerem que você precisa voltar para a Terra e, mesmo assim, você não deixa se abalar pelos comentários, pois sabe que inspira todos em sua volta. O grande problema é que as pessoas de Planetário são pouco abertas a relacionamentos reais, preferindo possuir amigos no Facebook e no MSN Messenger.
Amor
Planetarianos costumam se relacionar com pessoas dos signos Hiperespaço e Grana Preta. Com os viajantes do Hiperespaço, muitas pesquisas sobre viagens espaciais podem surgir e ambos podem ir às estrelas com a paixão arrebatadora. Mas os planetarianos com ascendente em Júpiter são atraídos pelos graninos, muito mais adeptos de extravagâncias e passeios estrelares sem compromisso.
Laboratório (22 de dezembro a 21 de janeiro)
Você se lembra do Dexter? Ele nunca desanimou, nem mesmo quando sua irmã destruiu todo o seu laboratório. E ele é o grande regente do signo de Laboratório, por isso não importa quantas vezes o trabalho dê errado, você sempre vai tentar mais uma vez. Afinal de contas, não é uma tela azul que vai fazer você desistir do Windows.
A palavra que melhor define os laboratorianos é “inovação”. “Para que resolver os problemas da maneira convencional se você pode inventar um novo modo de fazer isso?”. Assim é o raciocínio dos regidos por esse signo. Quer mais um exemplo? Laboratorianos não admitem que terminaram os seus jogos enquanto não ganharem 100% dos troféus.
Amor
Os tubos de ensaio não mentem: laboratorianos precisam de alguém que possua a mesma natureza idealista que eles, por isso os regidos pelo signo de Mundo Melhor são os seus pares perfeitos. Também são comuns os casais que envolvem os graninos (de Grana Preta), pois estes dão asas aos sonhos dos laboratorianos.
Mundo Melhor (22 de janeiro a 18 de fevereiro)
Melhorianos não possuem preconceitos. Há os que prefiram Mac, os que adoram Windows e também os que gostam mais de Linux. O que importa realmente para eles é que todos consigam entender o que se passa nos computadores, pois sonham com um mundo onde toda a população seja expert em tecnologia (o mesmo que deseja o Tecmundo).
Idealistas e visionários, são como Steve Jobs, Bill Gates e Linus Torvalds. Regidos pela constelação elétrica de Tesla, jamais conseguiriam viver sem a presença de dispositivos eletrônicos. Melhorianos só desligam seus computadores se seus smartphones estiverem com a conexão 3G habilitada.
Amor
Devido à fácil convivência, melhorianos podem se relacionar com pessoas de todos os outros signos. São abertos a sugestões e procuram ensinar, pacientemente, os companheiros sobre aquilo em que possuem mais conhecimento.
Genialidade (19 de fevereiro a 19 de março)
Uma mistura de um pouco de cada signo resulta na Genialidade. Imagine um signo que soma todos os pontos positivos existentes em cada influência. O problema é que isso resulta em um turbilhão de situações internas na cabeça do gênio, que acaba ficando bastante arrogante em frente às outras pessoas.
Mesmo assim, os gênios conseguem admiração dos outros porque sempre se destacam, não importando a área de atuação. Sheldon Cooper (The Big Bang Theory) é o exemplo máximo deste signo, mas você pode encontrá-los em outros lugares. São os que sabem consertar os computadores na escola e também os que passam em primeiro lugar no vestibular.
Amor
Raramente os gênios conseguem namorar pessoas de outros signos, pois procuram nos parceiros tudo o que encontram neles mesmos.
.....
Agora conte para o Tecmundo se nós acertamos no seu horóscopo. Aproveite para dizer se você acha que deveria estar encaixado em outro signo e diga os motivos para isso. As constelações nerds agradecem.